[Arquivo Confidencial] - Amanda Reznor

Oie amorecos, hoje trago pra vocês mais um Arquivo Confidencial pra vocês se deliciarem e se emocionarem.

Hoje vou deixar que a própria autora Amanda Reznor conte pra vocês como foi sua trajetória no mundo literário, de vez em quando vou dar alguns pitacos - pra não se sentirem abandonados por auqi tá!







































Eu poderia até não pensar em ser escritora aos sete anos, mas, eu já sabia que gostava de escrever. Isso aconteceu quando a professora Ivaneide, na segunda série elogiou uma fábula que escrevi sobre um sapinho - até então, eu não sabia exatamente qual era meu talento. Daquele dia em diante, eu pensei:


"... É isso, eu sou boa escritora!"

Na mesma época ganhei um diário, que reforçou a iniciativa dos primeiros escritos, e era comum que eu criasse muitas coisas em quadrinhos. (Eu tive um diário também, mas minha irmã leu e saiu espalhando, mas isso é papo pra uma outra hora - Grazi)









"Lembro até hoje dos personagens Aquila e Tutilo, um casa desenhado com o corpo de dois palitinhos e a cabeça redonda".



Nesse ano, 1996, foi a primeira Bienal do Livro de São Paulo na Expo Center Norte - 14ª Edição (antes ela era realizada no Parque Ibirapuera), e minha mãe retornou de lá com dúzias de livros - dentre eles, a minha querida coleção do Castelo-Rá-Tim-Bum.
Também no mesmo ano meus pais se separaram, e no ano seguinte, 1997, nos mudamos para Taubaté, interior de SP. Essas mudanças provocam profundas tristeza, de forma que eu escrevia para fugir da realidade e viver experiências novas. (Eu li muito pra fugir da realidade - Grazi).


Aos dez anos (1998) eu tentei escrever meu primeiro livro, Mirela, a Moska, que chegou a 40 páginas - mas acabei perdendo esta e muitas outras histórias, além do meu caderno com mais de 100 poemas, quando nos mudamos para o Mato Grosso, em 2001.

Antes de avançarmos para o Mato Grosso, acho importante comentar sobre a 16ª Bienal do Livro de São Paulo, no ano de 2000, quando foi lançado o livro do Harry Potter por aqui. Foi a primeira vez que visitei a bienal, num passeio com a escola, e eu fiquei bastante entusiasmada. As decorações com motivos de caldeirão e magia estavam por todos os lados, porém eu só tinha como comprar um livro da bancada de promoção de R$2,00. Comprei um livro adulto, Naquela época tínhamos um gato, de Nelson Oliveira, e, quando cheguei em casa, minha mãe revelou que também havia visitado a bienal, e me presenteou com Harry Potter e a Pedra Filosofal

"Tenho que admitir que os livros do Harry me salvaram em muitos momentos difíceis de depressão e isolamento, e por isso esse primeiro contato com o livro será sempre muito especial para mim".

















Morar em diferentes cidades do Mato Grosso, depois que fui para Juína com minha mãe, irmãos e padrasto, enriqueceu minhas vivências – conheci diferentes pessoas e paisagens, diferentes formas de viver, algumas mais humildes e sofridas, outras baseadas em esquemas políticos de mentira e corrupção. Em 2002 meu irmão estava lendo o tomo único do Senhor dos Anéis, que eu ainda não terminei de ler, e seus mapas com regiões montanhosas me inspiraram imensamente – surgiam os primeiros esboços do Vale dos Segredos (Resenha AQUI), formado por três montanhas circulares ao redor de um lago – a Alta, Média e a Baixa Montanha.
Nessa época escrevi um rascunho com a história do passado da região do Vale, mas foi só no ano seguinte, em 2003, que comecei a imaginar a primeira história do Vale dos Segredos, e nasceu o primeiro capítulo – Cláudia acordando desesperada, na mansão. Em sequência eu desenhei a árvore genealógica da família de Cláudia e os dados dos outros personagens, a maioria inspirada em pessoas que eu conheci no Mato Grosso.
Em 2005 retornei para São Paulo, vindo morar com meu pai, e aí vivi uma fase de intensa produção musical, incentivada por minha prima Rebeca Castro (que hoje é uma compositora reconhecida em Uberaba – MG, com sua banda De Bem) – durante o colegial, compus letra e melodia de mais de 60 músicas.
Aguardando o nascimento da minha primeira filha, Daniela, enfrentei um período difícil no cursinho e no último ano do colegial no IFSP, conseguindo entrar em Farmácia-Bioquímica na Unifesp de Diadema no ano seguinte, em 2009.
Foi um período de produção escassa, sendo que só voltei a escrever em 2010, produzindo alguns contos e, em julho desse mesmo ano, retomando a escrita dos esboços do Vale dos Segredos, que viria a se tornar Delenda no ano seguinte. Em 2011 consegui publicar meus primeiros contos por seleção da Editora Estronho, tornando-me frequentadora assídua dos eventos literários.
Em 2012, consegui finalmente publicar o meu primeiro livro, Delenda, pela editora Literata, durante a 22ª Bienal do Livro de São Paulo. Nessa época eu também coordenava o projeto De Mão em Mão, uma iniciativa entre a Secretaria da Cultura e Editora Unesp para fomentar a leitura de clássicos. Distribuímos livros gratuitos diariamente em quatro diferentes terminais de ônibus, num total que ultrapassou 150 mil livros doados com coleta do perfil de cada leitor.
Em 2013, enfrentei a separação de um relacionamento de seis anos e entrei novamente em depressão, minha filha Daniela já com quatro anos. Abandonei o curso de Farmácia e comecei Sistemas para Internet. Em seguida, conheci o pai do meu segundo filho, Viktor, que viria a nascer em 2014, e acabei perdendo diversas oportunidades nesse período – desde gravação de filmes até novas publicações e projetos. Em 2013 participei de dois filmes independentes, Cipriana, a Gótica, e Meu Velho Novo Amor.
A 23ª Bienal do Livro de São Paulo, em 2014, trouxe novos contatos e a possibilidade de publicar a segunda edição do Delenda pela editoraMadras, o que se realizou em 2015. Realizamos o lançamento do Delenda e o Vale dos Segredos na Bienal do Rio de Janeiro, em 2015, e enfrentei, a seguir, a dificuldade da minha segunda separação, tendo ficado com meus filhos Daniela, agora com sete anos, e Viktor, que ainda não completara dois aninhos. Iniciei a pós em Jogos Digitais nesse mesmo ano.
Em 2016 consegui entrar no Mestrado em Gestão e Desenvolvimento da Educação Profissional, no Centro Paula Souza, e levei a abordagem dos games para a Educação. No final de 2016, frequentei o evento Livros em Pauta, da editora Andross, e voltei à ativa no meio literário, ingressando na Rádio Geek em novembro a convite do querido JB Alves, escritor e fundador da rádio e do programa Criador de Mundos, que apresento desde então com outro amigo e colega de letras, o talentoso Oscar Nestarez.

Um terceiro integrante veio a completar o time do Criador de Mundos – Filipe Larêdo, da Editora Empíreo. Desde então nos tornamos amigos, e tanto o Oscar quanto o Filipe (ou Ozzy e Lipe, como prefiro carinhosamente chamar) têm sido meus parceiros e fontes de muita inspiração e orientação, sempre ajudando com boas indicações de atividades e eventos.
Depois de participar da Campus Party no início deste ano, 2017, fiz muitos contatos e amizades também na área de desenvolvimento de games, e agora frequento tanto eventos literários quanto de jogos, tendo em mente muitos projetos transmídia para o futuro próximo.
Em dezembro, dia 5, defendi minha dissertação, eliminando a fase do Mestrado com o Doutorado em Literatura em vista. Publiquei, recentemente, mais um conto na antologia Vampiro – um livro colaborativo pela Editora Empíreo, com prefácio do querido e simpático André Vianco, e entre 2016 e 2017 fiz também minhas primeiras publicações técnicas, uma em forma de capítulo do livro Contribuições para as Ciências Gerenciais, volume 10, e outra como artigo na Revista Psicologia da Educação, da PUC-SP.

André Vianco






















Fico agora livre para terminar o desenvolvimento de Castelformia e a Ordem de Omnia, meu segundo livro (damos graças \o/ quero muito ler esse livro - Grazi), que faz parte do universo do Vale dos Segredos, e também dar continuidade ao projeto de game-livro que será spin-off do Delenda – O Destino de Eduardo. Em breve lançaremos demo do jogo, esperando que ajude a acalmar os ânimos até que o Castelformia seja publicado! xD
Antes de me despedir, quero agradecer à Grazi do Faces de uma Capa por ser essa pessoa maravilhosa cheia de iniciativa, e por ter sempre muita paciência comigo – sim, porque eu às vezes demoro mesmo para responder, infelizmente este ano foi de uma correria sem precedentes o.O! Grazi, obrigada mesmo, sua linda! <3 font="">
E obrigada também a todos os meus leitores pacientes que aguardam ansiosamente pelo Castelformia, sempre me enviando mensagens de carinho e incentivo. Antes eu escrevia porque gostava de escrever, apenas. Agora eu escrevo porque tenho um compromisso com vocês – como eu disse na abertura do Delenda, meus livros são nosso pacto de amor, um casamento literário entre eu e meus leitores – e eu aceito! S2


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Por hoje acho que tá bom né amorecos, deu pra conhecer mais um cadinho dessa lindeza que é a Amanda né!

Quem quiser conferir a Entrevista - que fizemos com ela também, Clique AQUI.

Beijokas!

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