[Arquivo Confidencial] - Joyce Xavier

Olá amorecos, hoje trago mais uma participação da nossa coluna - Arquivo Confidencial - Pra quem ainda não conhece, esse espaço é dedicado para os autores contarem sua trajetória literária, sem esconder nada. E hoje a participante é uma autora que sigo a bastante tempo, mas só agora é que ela soube que eu exito - OBRIGADA PAM rs. Sem mais delongas, vamos ver o que ela tem pra nos contar.




























Sempre gostei de escrever. Na adolescência, tive muitos diários e agendas, e nelas, escrevia sobre os meus dias, fazia versinhos para os namoradinhos e trechos de músicas. Com dezoito anos, entrei na faculdade. Na verdade, eu gostaria de fazer Comunicação Social, mas pelo fato da faculdade ser bem distante da minha casa, me matriculei em uma mais próxima, e acabei cursando Marketing, mas não me formei. Sentia que estava perdida ali.  Mas foi aos trinta anos, que tudo mudou. E eu não imaginaria que o fundo do poço, me levaria a realizar sonhos, que eu jamais imaginei sonhar. 

Trabalhei em várias áreas, engravidei, tive inúmeros relacionamentos, mas um deles foi muito especial pra mim. Com 28 anos conheci um homem, que me tirou da rotina e me levou para um mundo, que particularmente, eu me encantei no início. Mas depois, continuei perdida. Esse homem, me levou a depressão, depois de me dizer que não estava mais apaixonado por mim. Se não me engano, foram 9 meses de relacionamento, sendo que, em menos de um mês, separei as minhas coisas e fui dividir a pasta de dente com ele. Aprendi a cuidar de uma casa, a ser mulher e amar a minha família.
Mas tudo desmoronou, desci no fundo do poço.
Emagreci uns 15 quilos, fiquei totalmente depressiva e amarga. Senti o gosto da mágoa e chorei diariamente durante muitos meses. Minha mãe logo me levou ao médico, que diagnosticou depressão. Eu roubava todos os comprimidos do meu pai para dormir, eu tinha vergonha de sair na rua, eu me achava feia e incapaz de muitas coisas. Eu me sentia inútil. Ainda mais, porque ele já tinha outro relacionamento.

Eu me entreguei as trevas.

Mesmo indo ao médico e ouvindo todo o tratamento que eu deveria seguir, eu rejeitei. Não aceitei a doença. Não queria me ver depressiva. Logo eu, uma mulher cheia de amigos, sorrisos e alegrias, estar na beira do precipício, implorando para ser empurrada. Eu não me achava depressiva. E demorou muito tempo, para que eu aceitasse a doença.

Com isso, criei a página A mulher que bloga, pois eu tinha um blog chamado A menina que bloga, mas pelo fato de já ter me tornado mulher, resolvi mudar. Eu não assinava o meu nome, pois tinha muita vergonha do que as pessoas iriam falar. 

Eu me importava muito com os outros e esquecia de mim mesma. 


























Com o passar do tempo, a página foi crescendo. Foi quando uma escritora me disse:

"Joyce, as pessoas querem conhecer a tal mulher que bloga"

Foi quando eu criei a página "A tal da Joyce Xavier". Nessa época, eu já havia aposentado o blog e cheguei a doar a página antiga.
Comecei a fazer dos meus textos a minha terapia. Comecei a divulgá-los no meu perfil pessoal também. Ouvi muitos elogios, mas ouvi também, muitas críticas negativas, muita gente menosprezando os meus sentimentos e a minha capacidade de escrever. Na verdade, eu não me imaginava escrevendo para muita gente. 
Depois de alguns meses, as pessoas me pediam um livro. Mas como assim? Como assim eu, Joyce Xavier, uma mulher totalmente depressiva, que adora encher a cara e ouvir rock, iria publicar um livro? Como eu, ganhando pouco e ainda dependendo dos pais, iria ter dinheiro para publicar um livro? Foi quando enviei o meu original para uma editora e depois de 1 ano me responderam.





"Seu original foi aprovado" 

Pedi para ser mandada embora da empresa aonde trabalhava e investi financeiramente no livro. Ganhei uma assessoria de imprensa, a jornalista era minha leitora. Ganhei também, o espaço em um restaurante na Barra da Tijuca, bairro de classe média alta do Rio de Janeiro. Ganhei um DJ e Fotógrafo. E minha família, só acreditou no meu livro, quando foram no lançamento







O meu primeiro livro, chama-se Brilho da minh'alma, e foi o meu livro mais vendido até hoje. Em menos de 6 meses, publiquei o livro Encantos, um livro de bolso, que só fala de amor. No mesmo ano, criei o projeto Colorindo as Palavras, com outros 15 autores. Lancei mais um físico. Foram três livros publicados em menos de 6 meses.
Em 2015, assinei contrato com a editora Penalux para a minha primeira história, minha primeira comédia, O Diário dos trinta anos
























A história se baseia em Malu, uma mulher que sofre com a sua separação e se entrega a bebida e farra. Uma mulher de trinta anos bem sucedida, que tem tudo, mas não tem amor. 


Em 2016, resolvi publicar mais um livro, mas desta vez, bem mais próxima para opinar na diagramação e capa. Publiquei A outra voz, com distribuição da editora Interagir, mas o livro é independente, não assinei contrato. No mesmo ano, pedi demissão novamente na empresa na qual eu trabalhava, e resolvi fazer a turnê Joyce Xavier por algumas cidades. Fiz o lançamento em Belo Horizonte, Valença, Duque de Caxias e também, em uma escola na cidade de Rio das Ostras, escola que meu filho estuda. O meu livro foi tema de trabalho escolar, e isso me emocionou demais. 






























No ano de 2017, assinei contrato exclusivo com a editora Interagir. O livro Tereza, um suspense com a Juliana Daglio, sairá ainda neste mês. Assinei para os outros livros "O Diário dos trinta anos", "Depois da última lágrima", "A menina da saia vermelha" e "O Diário dos trinta e poucos anos".
Também no ano de 2017, escrevi com Carine Raposo e Bruno Godói, o livro "Amor via Wifi", que são contos baseados em fatos reais. Pessoas que tiveram relacionamentos amorosos pela internet. Divulguei no wattpad A menina da saia vermelha, O Diário dos trinta anos e estou escrevendo O quarto andar e Loucamente Louise
E também irei realizar outro sonho, me formar em Jornalismo. Estou no segundo período. 





































Por hoje é só amorecos, espero que tenham se deliciado com esse arquivo confidencial, que assim como o da Pamella Marcenal, tambem foi super emocionante. E mais uma vez as autoras nos mostrando que o impossível não existe quando se tem força de vontade e derterminação.
Beijokas e uma excelente semana a todos.

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