Lucas Medeiros de Alencar - 20 anos - (Livros de Colorir)

Conforme prometido, ai está a entrevista com o leitor Lucas Medeiros, 20 anos, sobre os famosos livros de pintar, livros esses que vem tomando as várias prateleiras de livrarias e de leitores do mundo todo.

Lucas tem a leitura como uma "distração" da correria do dia a dia em São Paulo.

"... ajuda a fugir dessa rotina louca que só um paulistano conhece."
 

Sua primeira leitura foi Harry Potter e a Pedra Filosofal (J.K.Rowling) após ter ganhado de uma amiga, amiga esta que segundo ele muito o estimulou à ler, desde então, nunca mais parou de ler.












"... acredito que ler nos faz ter mais conhecimento cultural e ajuda a melhorar a leitura e a escrita, mas ainda mais interessante (na minha humilde opinião), é como ler nos faz mais criativos, mudam nosso modo de ver o mundo..."
 
Sua leitura atual, é o livro Til (José de Alencar), devido à ser obra obrigatória da Fuvest 2016, que ele irá prestar.
 
"O livro tem uma linguagem bastante diferente (consideravelmente difícil), mas é uma história bastante agradável e cheia de "moral". Eu gostei bastante e recomendo".
 
 
 
A respeito de seu livro preferido, Lucas menciona que aprecia muito obras que lhe façam pensar, e o livro que desempenhou muito bem esse papel, foi o livro Inferno (Dan Brown).
 
 
Quanto à seu personagem favorito, ele menciona que procura "ser" o personagem de cada livro que lê, nem sempre, sendo o protagonista, mas "... sempre se encaixa na história de alguma forma".
 
Falando dos Livros de Colorir
 
 
 
Lucas chamou minha atenção com suas pinturas, através do amigo e colaborador aqui do Faces, Lucas Ferrarezi, desde então, passei a atormentá-lo para nos presentear com uma entrevista e com seus desenhos, e foi muito solicito em responder.
 
Não diferente do que disse ontem aqui no blog, Lucas, também acredita que os livros de colorir são mais uma forma antistress, e "divertimento".
 
"Acredito que tudo que é novo estimula nossos olhos de alguma forma. No caso desses livros, é inovador trazer a "brincadeira de colorir" para a realidade do adulto, que comumente não faz isso há muito tempo, e ainda tem essa promessa de serem "antistresses", propriedade essa que não pude testar, afinal, não sou do tipo de pessoa que se estressa fácil, mas ele distrai bastante, então acho que cumpre com o prometido".
 
 
Quanto à "famosa" discussão, do afastamento dos livros de "ler", por conta dos livros de "colorir", Lucas também deixou sua opinião aos leitores do Faces.
 
"Pintar demanda tempo, que talvez fosse gasto com a leitura, mas não acho que eles nos "afastam" da leitura. São atividades distintas, assim como, assistir a um filme, série, ir ao cinema, ao parque ou qualquer coisa, é apenas questão de administrar o tempo e desenvolver a pintura, a leitura e mais qualquer outro tipo de atividade, sem se "afastar" de nenhuma delas".




Seu primeiro livro de colorir foi Floresta Encantada (Johanna Basford), que ganhou de sua amiga.

"Sempre gostei de desenhar, colorir, inventar, desde aqueles livrinhos infantis que eu comprava por um real nas bancas de jornal, até os trabalhos de faculdade, por isso a ideia desses livros me encantou desde o início".
 
 
E pra finalizar, ele deixou sua percepção sobre o blog Faces de Uma Capa, e eu me emocionei:
 
"É simplesmente tudo o que os leitores gostam!!! O Faces de Uma Capa expõe de uma forma clara a forma que nós, leitores compulsivos, vemos os livros, os personagens e até os autores. Um site viciante!".
 

Livros de Colorir (Reflexão)

Gente, muito se tem falado dos famosos "Livros de Colorir", afinal eles estão super em alta e em primeiro lugar de venda pela PublishNews e em algumas livrarias de grande porteo que não me impressiona, já que estamos diante de uma sociedade totalmente corrida e estressada (ansiedade mal do século), e tal tipo de livro, surgiu com o intuito de ser uma "válvula de escape" e anti stress - o que, pra ser bem sincera, pra mim não funciona, devido à eu ser super agitada rs!

Gostaria de dizer que estou adorando esses livros, e que também quero um pra pintar, o que não deixa de ser verdade, mas, para que fique claro aos leitores, amigos e transeuntes do Faces de Uma Capa, gostaria de colocar meus pontos de vista sobre esses livros - se é que podem ser chamados assim.



Então, pra ser bem sincera, como falei à pouco, acho muito bacana esses livros - estaria mentindo se dissesse o contrário, afinal, me recordo da época de infância em que tinha que dividir um único livrinho daqueles de banca de jornal com minhas irmã e tias, e escolher qual desenho eu queria pintar.

Até concordo com várias discussões que estão surgindo por ai sobre "largar o hábito da leitura pra pintar", afinal, a meu ver eles querem mesmo é chamar os clientes para dentro das livrarias e visam "acredito eu" apenas o lucro disso tudo.
No entanto, acredito ser o momento, das editoras, do mercado livreiro e dos profissionais que lidam com leitura e livros, se erguerem e tomarem isso como uma forma de instigar os clientes/ leitores à leitura, se "aproveitar" disso de maneira a aproxima-los do mundo fantástico da leitura.

Pra ser bem sincera, não acho ruim essa febre toda, afinal, esse é só mais um hobbie para as pessoas se distraírem, e se às faz bem, não vejo problema.


Caso não tenham entendido meu ponto de vista, estou "aberta" a "discussões ai nos comentários. E trarei amanhã em nossa coluna de Entrevistas, uma super bacana com Lucas Medeiros....!!!

Starters - Lissa Price - Por: Lucas Ferrarezi

Já pensou que sua vida pode mudar para sempre?!

Em um dia você está vivendo normalmente e no outro, tudo que você conhecia, gostava e tinha não existe mais e nada vai voltar a ser como era antes, pois é, ninguém espera por isso... Nem mesmo Callie, mas foi isso que aconteceu com ela.
Antes da Guerra de Esporos, Callie tinha uma vida normal, amava seus pais e seu irmão mais novo, tinha uma casa modesta, estudava numa boa escola, era uma adolescente normal, mas depois dos Esporos sua vida mudou, ela perdeu seus pais, e todas as pessoas que não foram imunizadas contra o vírus. 

Sobreviveram, somente crianças/ adolescentes e idosos, já que foram eles os únicos à receberem a vacina. Além disso, ela perdeu sua casa, sua família a sua vida... A única coisa que restou foi seu irmão que está doente, e as lembranças de sua família e da sua antiga vida, nada é como antes.

Os jovens passam a ser intitulados como Starters e não têm mais direitos, não podem trabalhar e são menosprezados pelos Enders –os idosos –, que estão com uma longevidade muito maior agora, vivendo em média até 200 anos, sendo assim eles são os únicos que possuem trabalho e direitos.
 Callie e seu irmão Tyler, vivem agora em casas abandonados junto com o amigo dela o Michael, ambos são sobreviventes desse impiedoso mundo, sobrevivendo com restos de comida e juntando água nas poucas casas que ainda restam na cidade. 



Cansada de viver sempre fugindo, com medo e na esperança de ajudar na saúde de seu irmão, e principalmente buscar uma vida melhor, Callie decide “alugar o seu corpo”, para uma empresa chamada Prime Destinations, a empresa secretamente paga Starters para alugar seus corpos para os Enders, que desejam reviver momentos de um adolescente, praticar esportes e ser jovens novamente. Tentada com a oferta Callie não pode recusar, ela precisa ajudar o irmão, eles precisam ter uma vida normal, para isso ela deve passar por um procedimento onde eles a “transformam”, todas as suas imperfeições, cicatrizes e tudo é reparado, deixando ela completamente perfeita. Mas para que ela possa alugar seu corpo eles têm que introduzir um microchip no cérebro dela para que o “inquilino” possa controlar seu corpo.
Tudo parece muito simples, ela irá alugar o seu corpo três vezes e após isso ela ira receber o seu dinheiro, que será o bastante para ela mudar de vida, comprar uma casa e não precisar se preocupar com mais nada, mas, para Callie estava tudo muito fácil, o que fazia com que ela desconfiasse, mas qual outra solução? Viver nas ruas para sempre? Ficar roubando comida e dormindo em lugares abandonados?

Agora não tem mais volta, Callie terá que seguir o contrato, o que poderia dar errado...

No meio do seu ultimo aluguel ela acorda na vida da sua inquilina, desorientada e confusa... O que fazer? Continuar com a vida dela? Ou ir para Prime?... É quando ela escuta uma voz na sua cabeça, a voz da sua inquilina, dizendo para não voltar para a Prime, pois é perigoso... Isso a faz ter mais perguntas... “O que aconteceu com o seu chip? Ela deve acreditar na voz? Ela deve avisar o que ocorreu na empresa?” ...

Uma história emocionante, cheia de reviravoltas e muitas surpresas de prender o folego, garanto que você não vai parar até não terminar o livro.

Descobri através da minha prima, ela leu gostou muito e disse que eu iria adorar. Dito e feito, eu simplesmente fiquei encantado pelo livro, pela Callie, uma história que me prendeu até o final e me fez querer mais. Logo que eu acabei Starters fui para a o seu segundo Enders... E estou sem palavras.

A capa do livro é um espetáculo a parte, cheia de detalhes externos e internos, com uma tipografia grande e bem legível e bem fácil de ler. Se você gosta de distopias, aventura e muita ação vai adorar esse livro.


Andei meio sumido por um tempo, mas estou de volta, espero que gostem da resenha, se curtiu comenta aqui! Até a próxima... quem sabe seja, Enders.


Homem que chora - Paulo Siqueira

Homem que chora é um livro “autobiográfico”, do meu amigo Paulo Siqueira (por diversas vezes tive que me policiar nesta resenha para não trocar o nome do personagem pelo do autor rs!!!), capaz de emocionar através de seu jeito simples e singelo de escrever, além de ser uma homenagem feita aos seus filhos Willian (já falecido), Gabriela e Manoela.

Narra a história de João e Maria, personagens estes que foram colocados numa situação de vida emocionante e triste ao mesmo tempo.



“...Esta é uma história de amor, é uma homenagem à vida, pois a vida pode ser muito mais que um momento entre o nascimento e a morte...” (Paulo Siqueira)

João criado por pai que sempre lhe impunha dizendo que homem não deveria chorar em hipótese alguma, mas a vida lhe colocou frente a situações totalmente contrárias, onde num momento via a felicidade resplandecer e noutro as tristezas arrancar lágrimas, mesmo dele, que sempre se mostrava um homem forte e que não chora.
João coloca seus pensamentos, angústias e rancores de forma tão real que por vezes sentimos aquele nozinho na garganta e a vontade de chorar junto com ele.

Maria, moça simples e determinada, que passa junto com João pelos percalços da vida de maneira esplendorosa.

“O sorriso e a espontaneidade daquela menina pouco a pouco conquistavam João. Enquanto o jeito triste e distante dele era o que mais chamava a atenção de Maria”.

Há também a mãe de João (Dona Raimunda) que demonstra-se uma doçura de mãe, fazendo de tudo quanto possível para manter-se próxima de seu filho, por vezes nos fazendo rir com suas falas:

“...Eu vou, mas depois a senhora para de me alugar?... O que é alugar Duda?... Alugar é ficar mandando fazer as coisas... Ah, então eu vou te alugar até morrer...”.

Tem também Willian, o mais pequenino de toda a história, e que não vou entrar em muitos detalhes porque acho que vocês devem ler esse livro lindo, mais através deste, foi possível perceber que João e Maria amadureceram muito e viram um outro lado da vida, que nem mesmo eles imaginavam.

O cenário da história é em São Paulo e o autor descreve os “becos” do centro da cidade de maneira gostosa de ler, ainda mais aos que já tiveram a oportunidade de passar pelos locais que ele descreve como: Vale do Anhangabaú e bares da cidade, fica muito mais realista ainda a história. Além disso, não sei se foi intencional, mais o autor não só homenageia seus filhos, mais também seus amigos, pais e a mãe de seus filhos de forma muito sincera e emocionante, e provavelmente você também deixará uma lágrima cair.

O alienista - Machado de Assis

Novamente trago pra vocês um clássico da literatura brasileira, desses que em época de escola nos é solicitada leitura, mas não entendemos quase nada da obra rs!!!

Bom primeiramente deixo aqui alguns links bacanas sobre a obra, que pode acrescentar ainda mais na sua leitura, e melhor, aos que gostam de ler online, temos o nosso maravilhoso Domínio Público (permite baixar várias obras fantásticas brasileiras, não só referente à livros, mais a música e outras coisas mais):



Baixe o Livro Clicando Aqui

Tirinha sobre o livro, muito bacana Aqui.

O livro traz como protagonista Sr. Bacamarte ou como lhe chamam O Alienista, um homem que para "...curar todas as mágoas..." começa a internar as pessoas da cidade de Itaguaí na Casa Verde (tipo um hospício improvisado), com objetivo de estudar a "loucura" de cada uma delas, desse modo identificar os distúrbios psicológicos daquela comunidade, totalmente homogênea, afinal, é uma comunidade que apresenta através de seus personagens às várias "classes sociais" existentes ali (dona de casa, político etc.).

"Casa verde foi o nome dado ao asilo, por alusão à cor das janelas..."



E o mais fascinante é que ele classificava cada grau de "demência" das pessoas, e com isso, tinha como objetivo descobrir a causa de cada uma delas, e com isso acreditava que seria um "...bom serviço à humanidade...".


Só que o que ele não esperava é que a população se voltaria contra ele, e ele acabaria sendo tido como louco.

Enfim...



É uma obra que nos coloca a questionar o que é realmente a loucura e a sanidade, e em qual delas nos enquadramos.

E conforme li em muitos comentários e estudos, é um livro autobiográfico, já que Machado também tinha esse propósito de "entender" a mente das pessoas através de seus escritos.

Entrevista - Eykler Simone (Blog Amoras com Pimenta) - 37 anos

Hoje trago uma entrevista com uma parceira pra lá de especial, Eykler ou "Amora", autora do blog Amoras com Pimenta (combinação esta que jamais imaginei que pudesse dar certo - eca rsrsr).
Eykler, 37 anos, blogueira pela segunda vez, já que já teve um outro blog, que a meu ver não tem tanto a ver com ela, como esse novo.

Quero muito agradecer a Eykler por me permitir conhecer Simone O. Marques (autora e também parceira do Faces).
Voltando a Eykler e seu blog...
Ela é amante dos livros e da leitura, e acredita que a leitura é mediadora de conversa e possibilita viagens não só às mentes das pessoas, como a lugares imensuráveis.
"... quem lê tem o que conversar... "ver" o que passa na cabeça de outra pessoa é algo que me encanta, fico feito boba babona do que a mente humana é capaz de criar... leio porque eu gosto de viajar no mundo através das palavras..."
Seu primeiro livro foi "Se houver amanhã - Sidney Sheldon", livro esse que pegou emprestado na biblioteca do colégio em que estudava, já que desde muito cedo foi incentivada a ler por seus pais que compravam livros pra ela e para seu irmão.
 "... naquela idade que a gente não é ninguém. Sabe quando a gente não é criança, e também não é adolescente?... Então, fui pegar esse livro e a bibliotecária não deixou por ser muito pra minha idade, e foi o mesmo que me mandar ler, e daí fui tentando, e tentando até que um dia ela cedeu... li rapidinho..."

Sua atual leitura é o livro "Flores em Sangue - Carlos Santiago", segundo ela, um livro policial que desde sua primeira frase, coloca ela enquanto leitora a pensar muito e que terá muito à descobrir, livros estes que muito lhes instiga, afinal "adora... querer desvendar mistérios".
Ao ser questionada quanto a seu livro favorito, teve a mesma reação que normalmente todos os leitores assíduos e blogueiros literários têem "... que pergunta mais difícil... São tantos..." e ainda se mostrou uma amante das séries, ainda mais as maiores, assim dá tempo de se apegar ainda mais com os personagens, e se tivesse que indicar alguma ela indicaria:
Série Mortal - Nora Roberts
Segundo ela é uma série policial, super bem escrita, onde uma detetive super inteligente é quem realiza as investigações, e ainda segundo ela, tem o casal literário mais "fodástico" que ela já viu.
Série A maldição do Tigre - Collen Houck
Segundo ela conta sobre a mitologia Hindu, fato este que a levou a querer conhecer mais sobre. Além de a partir disso conhecer Durga, uma deusa "braba, severa" à qual ela muito se identificou.



Quanto a escolha de um personagem que escolheria se pudesse ser, ela diz que seria a Bela, da série IAN.


Falando do Amoras:
Tem como objetivo tratar sobre o "Sagrado Feminino".
"... Considero como sendo uma filosofia de vida que nos coloca em contato íntimo com nosso EU mulher que nos traz a tona questionamentos a cerca de que somos (mulheres) e o que queremos e lutamos. Não necessariamente feminista, mas eu vejo mais pelo lado feminino... uma aceitação... nele coloco meus pensamentos e pontos a cerca do que vejo e vivencio... Eu amo cada dia mais esse meu espaço de interação com as mulheres e levando a elas a se aceitarem cada vez mais..."
Antes ela falava somente de livros, só que com o tempo foi perdendo esse foco e hoje ao criar o Amoras ela acredita ser um espaço de troca de experiências e vivências, e para escrever nele, estuda os assuntos que vai bloggar.
Ela menciona ainda em sua entrevista que o acesso ao livro deveria ser mais barato, mesmo com o acesso às bibliotecas, seu maior sonho é que todos possam ter sua "biblioteca particular, seja ela com 400 ou 40 livros...Afinal, ler alimenta a alma, nos leva por vários lugares..."
E pra finalizar deixo aqui uma frase mencionada por ela, que nos é muito conhecida de Monteiro Lobato e um depoimento que muito me emocionou sobre o Faces de Uma Capa:
"... um dos blog´s que tratam unicamente de livros mais completos e bem escritos que tenho o prazer de acompanhar... recomendo muito quando me perguntam sobre blog literário...". (Eykler Simone Amora)

A sobrinha do poeta - Stella Maris Rezende

Oie lindos, então conforme prometido, hoje trago a resenha do segundo livro li da autora Stella Maris Rezende, que pra ser bem sincera, me encantou ainda mais.

Esse é mais um daqueles livros que você olha e pensa "será que é bom?!" e se surpreende, afinal traz uma história fantástica e cheia de mistérios, e o melhor, dentro de uma biblioteca. E como se não bastasse, traz termos e ensinamentos da minha maravilhosa área de atuação "biblioteconomia".
É um livro, que a meu ver deveria ser leitura obrigatória pra quem vai trabalhar numa biblioteca, em espaços de cultura e mediação de leitura, pois traz ideias fantásticas e conceitos pra quem quer entender um pouco mais da biblioteconomia e livros.

(Uma novidade - em breve entrevista com
Stella Maris Rezende aqui no blog!!!)

O livro conta a história da cidade de Dores de Indaiá, onde há uma biblioteca rodeada de mistérios, seja por conta da "sexta prateleira, da sexta estante de baixo para cima diante da janela de vidro bisotê...",  local onde aparecem escritos "enigmáticos" nos livros, ou por conta da professora Leogedária, que não se impressionava com os mistérios, por acreditar que eles eram um dos motivos de aproximar os moradores daquela comunidade à biblioteca:

"... Vai chegar a hora de vocês lerem o Machado de Assis e a Lygia Fagundes Telles... biblioteca é lugar que atiça..."

Tais mistérios fazem com que as pessoas frequentem mais a biblioteca e comecem a tomar gosto pela leitura, por conta da curiosidade, e com isso acabam gerando ainda mais mistérios, tornando a biblioteca o centro de atenção daquela pequena cidade, e o local onde acontece de tudo e mais um pouco.
Várias são as questões abordadas na história, dentre elas, o poder da leitura na vida de quem lê, talvez esse seja um dos outros fatores que me fez ficar apaixonada ainda mais pelo livro.

"... antigamente... eram proibidas de ler... (livro dá liberdade) as pessoas têm muito medo da liberdade. A liberdade faz a gente fazer e acontecer, e isso envolve uma série de riscos..."
A autora escreve de forma tão sensacional que quando é descoberto quem é o causador das escritas nos livros, pelo menos eu como leitora, fiquei indignada, e a justificativa dessa pessoa por fazer isso é o mais espetacular ainda.
"... você vai acabar com a minha alegria de viver um personagem misterioso. Se vou deixar de ser um mistério, a minha aventura não vai ter mais sentido..."
Só tenho a agradecer à autora pelo livro excelente, com certeza irei usar muito em minha carreira profissional, e em minha vida, e pra mim será uma referência!!! E para quem curte outros autores brasileiros, através dessa obra, Stella proporciona o contato com autores tão bons quanto à ela, como: Machado de Assis e Emílio Moura (O tal poeta mencionado na obra).


A mocinha do mercado central - Stella Maris Rezende

Ganhei três livros da Stella Maris Rezende a algum tempo e demorei pra ser escolhida por eles para lê-los, mais agora enfim resolvi ler e contar um pouquinho pra vocês.



Começo por "A mocinha do mercado Central":

Um livro pequenino, meio despretensioso, mais super gracioso e cheio de mensagens que nos fazem refletir a cerca de várias questões presentes na sociedade e em nós mesmos.



A personagem principal Maria Campos ... Selminha... Gilda... ou Fulana de tal..., nasceu de uma maneira nada convencional, afinal após sua mãe ter sido violentada sexualmente por um cara pra lá de diferente, já que pediu até perdão por tê-lo feito, resolve sair de sua pacata cidade e viajar pelo Brasil a fim de conhecer lugares diferentes, e as várias faces de sua própria personalidade, cada uma delas com um nome diferente, e a cada nome um significado, e a cada significado uma descoberta.

“... era ser todas as moças que ela pudesse ser, a partir dos nomes que ela mesma escolhesse para si, no intento de ser mais senhora de si...”

A princípio peguei o livro e folheei e não me instigou a ler, mas, quando vi a apresentação feita por Selton Melo fiquei um pouco curiosa (melhor ainda quando descobri que ele seria um dos personagens “que diga-se de passagem é um dos amores de Maria Campos” – o autor, virando personagem):



“... as aventuras da menina protagonista deste livro encheram meus olhos e minha imaginação... Aproveite bem o que tem nas mãos...” (Selton Melo)




Algo que abrilhantou ainda mais a obra é o fato dela encontrar com Selton, tornando a história ainda mais real.
Além das delícias já mencionadas, a viagem de Maria Campos vai por vários lugares, cada um deles com sua peculiaridade. Sem contar ainda o fato de mencionar autores brasileiros super renomados, e um dos poemas que mais amo, do Sr. Fernando Pessoa (chamo-o assim porque fui ensinada a ter respeito aos mais velhos, e vamos e convenhamos, suas palavras o tornam respeitoso), deixo aqui um trecho do poema dele como um gostinho pra que vocês possam ler os poemas dele e esse brilhante e maravilhoso livro:

E o mais interessante é que, além de o poema dizer muito a respeito da obra, descobre-se que Fernando Pessoa tem muito de Maria Campos, ou, Maria Campos tem muito de Fernando Pessoa.

“... descobriu que Fernando Pessoa virara Alberto Caiero. E virava Álvaro de Campos. E virava Ricardo Reis...”

Beijos e até a próxima!!! Que será "A sobrinha do Poeta"!!!

A herdeira - Kiera Cass

Oi gente, já estava com saudades de falar dessa que para mim é uma das melhores séries de princesa, afinal, mostra o mundo “encantado” do que é ser príncipe/princesa com todos os detalhes possíveis, deixando claro que nem tudo é realmente encantado.
Assim como muitos leitores, me surpreendi com A herdeira afinal, achei que A Seleção seria uma trilogia, divididas somente nos livros, já resenhados aqui:
  A seleção                                     A Elite                                 A Escolha

Quando fiquei sabendo da existência de mais um livro, além é claro dos “livros e contos paralelos”:
Todos podem ser encontrados na AMAZON
 Fiquei super empolgada em lê-lo, e trago aqui minha opinião e percepção pra vocês!!!


Nesse livro, a história fica meio diferente de a Seleção de América Singer e Maxon Schreave, afinal, será uma princesa a escolher entre os pretendentes - Eadlyn (filha mais velha e herdeira do trono do casal América e Maxon).
Isso mesmo, vinte anos após a primeira seleção, e ela terá de passar pelas mesmas coisas que seu pai passou, terá que escolher entre 35 pretendentes, só que por se tratar de uma menina totalmente “independente, autossuficiente, e de personalidade forte e decidida” e que nunca teve pretensão de viver um “conto de fadas” como o de seus pais, se vê diante do que ela jamais imaginava acontecer.

"... Você é Eadlyn Schreave. Será a próxima pessoa a governar este país... nenhuma pessoa ... é tão poderosa quanto você... ninguém conseguiu o queria com a dissolução das castas... e se... uma nova seleção..."

A história ganha uma roupagem um pouco diferente dos três livros anteriores de A seleção, só que a meu ver ficou mais realista afinal, a futura princesa passa por situações totalmente desconfortáveis, que nem mesmo o tempo será capaz de fazê-la esquecer, além disso Eadlyn não está de acordo com a seleção, e passa a fazer de tudo para que os pretendentes desistam dela  e saiam do palácio.

"Uma coisa era a expectativa de que eu comandasse o país... Mas casamento era muito mais pessoal, outro pedaço da minha vida que deveria ser meu, mas aparentemente não era."

Só que com o decorrer dos dias, as coisas vão ganhando um outro caminho e a proximidade dos término dos três meses solicitados por seu pai para que a seleção acontecesse, ela passa a ver qualidades nos que vão ficando nessa seleção, e olha que alguns deles fazem de tudo para quebrar essa barreira que existe entre eles e a princesa Eadlyn, tornando a história mais divertida.

"Mesmo com os garotos com quem eu não tinha passado muito tempo... todos tinham algo especial... já haviam ganhado um lugar especial em meu coração... mas como foi que todos se tornaram importantes para mim?"

América e Maxon, vieram nesse livro muito mais maduros, no entanto, com as responsabilidades de carregar a coroa, num país onde ainda há revolta contra a monarquia, diferente do que se pensava ao terminar os três primeiros livros, a seleção passa a ser uma tentativa de evitar que os ataques comecem, deixando os que antes eram personagens principais, e que achávamos que seriam "felizes para sempre" totalmente preocupados e cheio de responsabilidades por conta do fardo de se carregar uma coroa, e ter filhos tão cheios de opinião, afinal, não é só Eadlyn quem preocupa-os, mais também seu outro filho Ahren.
Falando em Ahren, ele é um irmão super fofo e dedicado ao bem de sua irmã, mesmo que impressionando no final do livro.

"Ouça Eady... Há coisas sobre nós mesmos que só aprendemos quando deixamos alguém se aproximar de verdade... Pare de manter todos distantes... você pode ser rainha e ainda ter um marido..." 

Outra questão ainda mais peculiar e diferente dessa seleção é que devido ao fato de ela não saber se quer escolher alguém, começam a surgir várias possibilidades, que talvez possam a vir a encantar o coração da princesa, seja por conta de um "combinado", por conta de seus dons, ou, até mesmo por conta de seus gostos.


Só tenho a dizer que a autora construiu um final espetacular, fazendo crer que haverá continuação da história de Eadlyn, o que traz muita ansiedade ao que está por vir, afinal quem já leu e quem vai ler, verá que é um livro apaixonante tanto quanto os outros.



O descompasso infinito do coração - Bianca Briones

Poderia começar essa resenha falando novamente que amo a literatura brasileira, massss... Ai gente amo cada dia mais a literatura brasileira rs!
Bom o que falar de um livro como esse, que desde seu primeiro volume “As batidas perdidas docoração – Bianca Briones” me prendeu de uma maneira inigualável, pois é, nesse livro não foi diferente, afinal, no primeiro livro da série “Batidas Perdidas” imaginei que a história não acabaria ali, afinal de contas, ficou faltando algo a mais na história dos personagens secundários que dessa vez tornam-se principais, tornando o que já era bom em ainda melhor. Outra coisa que amei nesse livro, é a escrita da Bianca, que parece que vem totalmente de encontro à realidade do leitor, ainda mais quando mostra as mensagens de celular e das redes sociais trocada entre os personagens, o que torna a obra ainda mais moderna e gostosa de ler.

Dessa vez Viviane e Rafael passam a ser personagens secundários (mas não menos importantes) dando vez aos lindos Clara e Bernardo, personagens estes capazes de mostrar mais uma vez a força que existe dentro de nós quando existe amor, força essa capaz de curar até mesmo aquilo que foi quebrado em pedaços.

Clara “...mulher traída. Mãe de dois meninos lindos... A filha que perdeu a mãe... olhos perdidos...”, Bernardo um cara lindo, determinado e totalmente romântico, o que ambos tem em comum além de amigos, morarem no mesmo bairro?! É o que você vai descobrir nesse romance pra lá de emocionante e cheio de diversão, tristeza, alegria e mais um pouco de muita coisa. Quando digo “um pouco de muita coisa”, me refiro a um livro cheio de histórias que se completam e que deixam nós leitores com vontade de “quero mais”.
Bernardo sempre demonstrou ter um sentimento muito forte por Clara, mais resolve deixar de lado ao vê-la casada com Maurício um cara que de início se mostra um canalha ridículo e manipulador (afinal trai ela e tenta a todo custo reconstruir algo que nem mesmo chegou a existir), com seus dois filhos e seguindo sua vida, no entanto, quando não mais espera, a vida te surpreende e traz à tona todo o sentimento que estava guardado em seu coração, mostrando-lhe que a vida da muitas voltas (fato esse que permanece até o final do livro).
“Você passa anos querendo algo, e, quando se conforma que não vai ter, surge a vida e lhe dá uma chance. Mas o que fazer a partir daqui? ... Dessa vez eu não vou embora. Vou estar bem aqui, fazendo o que devia ter feito há muito tempo: lutando por ela...”
E como se não bastasse todos esses transtornos que Clara passa, ela tem uma madrasta Eva, insuportável e ridícula, que só faz mal à ela, antes mesmo de sua mãe ter deixado seu pai, e Juliana namorada totalmente possessiva e alto-confiante (por conta de seu excesso de "gostosura") que Bernardo decidiu ter como forma de tentar esquecer Clara.

Só que às vezes é preciso que a vida te dê uma rasteira pra mostrar o que realmente deve ser feito e quais as melhores decisões a serem tomadas, e com Clara não foi diferente, foi preciso que ela ouvisse a verdade pra entender que a vida pode ser melhor, só que para isso é necessário que encontre a força dentro de si mesma, e para que ela encontre essa força ela pôde contar com ajuda de seus amigos Rafael, Viviane, Rodrigo e Branca, mas, mais que isso pôde contar com seu verdadeiro amor Bernardo e com àquele que a ama só que de uma maneira diferente, seu "ex"-marido Maurício. 

“Você precisa ter medo de tudo, Clarinha. O medo é o que te impede de viver... Ás vezes, pra ficar mais forte é preciso quebrar primeiro... A cura vem de dentro... Nós dois nos escondíamos. Nossos conflitos pessoais se chocavam. Agora... você está sendo pronta para ser feliz..."
Uma coisa super "best" é o fato de que a autora dessa vez colocou trechos de músicas brasileiras ohnnnn!!!!
E o que não quer calar dentro de mim é a dúvida e ao mesmo tempo certeza de que o próprio livro da série contará a história de Branca e Rodrigo, só acho!!!
A música que escolhi pra vocês é a "Memórias" da Banda Malta, que a meu ver retrata muito bem a história e conflitos de Clara e Be (ai que delícia chamar ele assim, afinal me parecem tão íntimos).






Sorteio 5 anos do Blog

Bom dia meus lindos leitores!!!


No próximo dia 13 iremos comemorar CINCO anos de existência do Blog Faces de Uma Capa!!!
Apesar de ele estar na ativa a uns dois anos mais ou menos, ele já existe à cinco anos, por isso vamos fazer um sorteio de cinco Kits de aniversário, cada um melhor que o outro!!!

Primeiramente gostaria de agradecer a todos os parceiros que ajudam para que o blog seja melhor ainda, aos meus amigos que dão uns pitacos de vez em quando, aos colaboradores de conteúdo Lucas Ferrarezi e Humberto Moraes, e aos leitores é claro!!!

Música ao longe - Érico Veríssimo


 Oi gente!!!



Então, esse livro eu herdei da minha avó, e tenho ele a exatos 15 anos, mas, acredito que ele existe a muito mais anos do que isso, afinal era da "biblioteca" da minha avó. Ele está um pouquinho "velhinho" e com marcas to tempo, mas enfim.



Confesso que já peguei esse livro pra ler e o recoloquei na estante por diversas vezes, mas enfim, acabei cedendo e li, e declaro pra vocês que me surpreendi "em partes". A escrita é bem diferenciada do que estou acostumada a ler e cheia de palavras diferentes - acredito que por conta da época em que foi escrita e tals, mas, pra ser mais sincera ainda com vocês, digo que esperava muito mais da obra, afinal, Érico Veríssimo é um autor tão renomado da literatura brasileira e muito indicado em conversas com amigos, que acreditei que seria algo espetacular,  no entanto, o livro não superou minhas expectativas, principalmente no final que estou até agora meio que esperando algo acontecer, como se houvessem arrancado parte da obra do livro sabe (rs).

Mais vamos ao que interessa: o livro.

Aborda questões importantes da época em que foi escrito, mais que ainda hoje, mesmo diante a tanta "liberdade", existe, como por exemplo, a tradição familiar, o pensamento "velado" por medo do que vão dizer ou achar, enfim, é um livro muito, mais muito "cult".

Clarissa cujo nome foi dado pelo pai, devido à um romance em que a personagem principal chama-se Lady Clarissa, narra a história de sua família "Albuquerque", família está super renomada mais que está passando por momento de decadência financeira e consecutivamente perdendo seu prestígio e seu renome, fato esse, que faz Clarissa ser uma pessoa totalmente cheia de melindres e tédio, afinal parece que nada de bom acontece em sua vida, nem mesmo o seu tão esperado príncipe encantado aparece para sua alegria.
"...O engraçado é que a gente fica moça, compreende melhor as coisas... mas continua sentindo mais ou menos o que sentia quando criança...por que será que só somos sinceros pensando?... "

Ela é uma personagem cheia de histórias pra contar, por isso traz consigo um diário, pra lá de engraçado e cheio de revelações, que até tornam a história mais interessante, e instigadora.

"...Ás vezes tenho vontade de voltar de novo aos sete anos. Naquele tempo o mundo era diferente..."

Ela espera por um príncipe encantado, ou quem sabe algum acontecimento que mude sua vida, e a todo o momento da história deixa claro isso. Só que o que ela não imagina é que seu primo Vasco “Gato do Mato” (chamado assim porque some de casa e ninguém sabe dele, não gosta de ficar “preso”) será o que talvez ela possa vir a chamar de príncipe encantado, afinal, a partir de suas descobertas começa a despertar algo dentro de si, que nem ela mesma sabe explicar, assim como uma "música ao longe", descoberta essa que não é só dela, mais dele também.

Confesso, que me decepcionei um pouco com o final, por conta de não ver um desfecho na história de Clarissa e Vasco, maasss, concordo que é uma excelente crítica às tradições e culturas familiares que eram valorizadas demais na época em que foi escrita, críticas estas, que ainda existem, mesmo que em menor frequência.
Por fim, deixo aqui uma frase do próprio livro pra definir o que senti ao terminar esse livro.

"Não há nada de extraordinário nesta excursão. Aventura grande, sim, foi a da menina Alice no País das Maravilhas..."
Peço desculpas aos leitores fãs do Veríssimo, mais não achei nada de espetacular ou diferente a ponto de me fazer ler outros livros dele!!!! Talvez eu até os leia por curiosidade, mas....

Obrigada e até a próxima resenha!!!

[Livros de Domingo] - Livros pra ler num domingo qualquer

Oie tudo bem com vocês? Quem já não leu O Pequeno Príncipe (Antonie de Saint-Exupéry), pois é, trago hoje um comentário de um livro que traz como fundo principal a história do Pequeno Príncipe, ou melhor, apresenta o príncipe crescido.


 
O livro, conforme já falei anteriormente, traz uma "continuação" da história do Pequeno Príncipe, de maneira bem agradável de ler, além de, abordar questões do ser humano e da sociedade de forma a nos colocar a questionar, as questões do cotidiano, enquanto leitor e ser humano.
"Ao viajar sozinho no vazio da Patagônia, um homem maduro encontra um adolescente desacordado e o socorre. Quando o rapaz acorda, o homem percebe que não se trata de um jovem qualquer, mas de um famoso príncipe que cresceu e resolveu revisitar a Terra...".

 
Para tudo!!!
Já pensou reencontrar o Pequeno Príncipe ^.^

A partir desse reencontro ambos começam um discurso questionador e curioso, colocando à tona questões sociais e existenciais, como: os problemas pessoais; a transição da vida;
Além de questões relativas à humanidade como um todo.
 

É um livro que pode ser lido em um domingo, como eu o fiz, e faz com que reflitamos muito a vida como um todo!
Eu Recomento!!!