Eu destruí aquela vida - Victor Gomes

Oi amores, estão todos bem? Será mesmo que estão bem, ou fingem atrás de máscaras um bem estar que não existe?

Pois é, nesse livro, Victor traz questionamentos pra lá de filosóficos, colocando-nos a pensar até que ponto loucura e sanidade, verdade e mentira, são diferentes, ou iguais.

Roberto Linhares, professor de filosofia e especialista em ética, resolve ir contra à tudo que lhe foi ensinado, seja nas aulas de filosofia, ou coisas que a vida lhe ensinou até esse momento. Trai sua mulher descaradamente e num dia em que deveria dedicar-se à família, recebe um chamado de sua amante "Juliana", fazendo-o se estressar a tal ponto, pelo simples fato de querer ir de encontro à ela, que acaba batendo o carro, matando sua filha e colocando sua mulher em coma.
Tal fato se deve à um Deus que resolve brincar com a vida de Roberto, fazendo-o chegar ao cume da loucura, ou, sanidade.
Em meio a esse monte de acontecimentos, ele acaba cruzando com Marcelo, um mendigo que a todo custo afirma se tratar de um profeta, o qual tem uma mensagem para ele, que ignora.

"Roberto sentiu-se enojado ao ver o mendigo em sua direção... 
- Quer conhecer a verdadeira realidade? ... É uma pena. Você vai se arrepender. A vida ensina... Maluco..."

O que ele não imagina é que tanto Marcelo, como outras pessoas, estão em seu caminho para evitar que ele enfrente tudo o que está por vir sozinho, só ele que não enxerga, ou enxergará tardiamente.

O tal Deus, que resolveu "brincar" com Roberto, fazendo-o ver que não existia a tal Juliana, um dos motivos pelo qual ele acabou matando não só sua filha, mas também, a vida de sua esposa e sua própria vida, mesmo que ainda permaneçam vivos, além de deixar várias mensagens no decorrer da história para Roberto, a fim de que ele reflita sobre seus atos, mesmo assim, não o faz.

"... Por certo tempo, o rapaz agiu corretamente. Seu pai aprovava sua atitude. E seu tesouro se multiplicou, como o pai havia dito que aconteceria. Mas a ganância corroeu o rapaz. Ele quis mais do que tinha... Nem se lembrou da advertência do pai. Mas a vida ensina... Não se pode ter tudo..."

Num contexto geral, a história leva o leitor a questionar o "relacionamento" se é que pode-se dizer assim, entre homem e Deus, profano e sagrado, sofrimento e fé, moralidade e imoralidade e ainda questionar-se até que ponto somos sãs ou loucos. Além disso, traz cenas que embora vemos costumeiramente na televisão (no Brasil pelo menos) chega a ser chocante e triste ao mesmo tempo.
Não recomento o livro para pessoas com o coração mole, porque traz cenas um pouco fortes, em alguns momentos.

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