[Kuriozidades] - Adelaide Carraro e suas principais obras - Por: Aparecido Raimundo de Souza




Adelaide Carraro foi uma escritora brasileira, nascida em Vinhedo em 30 de julho de 1936, considerada, pela sua linguagem chula, uma das mais polêmicas de sua época. 
Recebeu o apelido de “Escritora maldita”, juntamente com Cassandra Rios, em face dos temas tratados em seus livros. 



Estreou na literatura em 1965, com o livro “Falência das elites”, todavia, ficou famosa com o romance “Eu mataria o presidente”, lançado em 1966, que lhe deixou conhecida no mundo inteiro.



A esses títulos, considerados, bregas, ou melhor, subliteraturas, seguiram os polêmicos romances “Eu e o governador” (1967), “Os padres também amam” (1967), “O comitê” (1969), “Asco” (1970), “Carniça” (1972), “A mansão feita de lama” (1972), “Escuridão” (1972), “Submundo da Sociedade” (1973), “O castrado: o homem que alugava seu corpo” (1975), “A mãe solteira” (1976), “Na hora do sol” (1977), “A amante do deputado” (1980) “Gosto de fel” (1983), entre outros. 






Tivemos a oportunidade de conviver muitos anos com essa jovem simpática, de fala tranquila e serena, de cuja alma em flor fluía uma onda enorme de erotismo. Foi nossa, igualmente, a honra de escrever sua biografia, “O Sonho de Adelaide”, publicada em 2000 pela Editora AMC-Guedes, Rio de Janeiro. 


Orfã aos 7 anos, viveu num orfanato na cidade de Vinhedo, interior de São Paulo. Sua primeira crônica “Mãe”, chegou ao conhecimento do grande público mal acabara de completar 13 anos. Adelaide Carraro deixou uma obra imensa, com mais de 40 livros publicados e a marca de dois milhões de exemplares vendidos, com destaque para “O Estudante I,II e III” e “Meu Professor, Meu Heroi”. 


Veio a óbito em 1992 aos 56 anos de idade. 
Em julho, a Academia de Letras de Vinhedo, comemorou com saraus e encontros de autores de diversas partes do país, os 23 anos de sua morte.       

(*) Aparecido Raimundo de Souza, 62 anos, é jornalista.

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