Entrevista - Orete Nascimento - 54 anos (Autor)

Oi genteeee... estou de férias e trarei muita novidade pra vocês esses vinte dias \o/.

E pra começar as férias, trago a entrevista feita com Orete Nascimento (54 anos), autor do recém resenhado O olhar oblíquo do medo.


"... Meu objetivo como autor é entregar ao público um trabalho de alta qualidade, compatível com as obras produzidas pelos autores estrangeiros e que, por decisões puramente comerciais, encontram maior receptividade por parte das editoras..."




Seu primeiro livro lido foi Reinações de narizinho (Monteiro Lobato), livro este que achou na rua, sem capa, quando tinha 11 anos de idade, em seguida vieram os clássicos brasileiros: Machado de Assis, Joaquim Manuel de Macedo, e daí então não parou mais de encontrar "portas para novas experiências".

http://espaconarizinho.blogspot.com.br/p/revista-de-curiosidades.html
Foto: Blog Espaço Narizinho

Orete acredita no poder transformador da leitura na vida dos que leem, além disso, através dela é possível ter um discurso articulado, expor suas ideias de maneira mais clara, facilidade em redigir e consegue fazer juízo de valores ao ler notícias sobre o mesmo fato.

Sua atual leitura é o livro Esquerda Caviar (Rodrigo Constantino).


"... Para quem quer saber como um esquerdista defende as minorias, sentado em um café parisiense, ou criticam os americanos, mas não deixam de ir para a Disney ou Nova York. É uma leitura obrigatória para os dias atuais..."


Seu livro favorito é um livro que ele comprou em uma garimpada num sebo do Rio de Janeiro.

 
Cartas a um jovem poeta (Rainer Maria Rilke) 

"... Foi uma paixão fulminante que se transformou em um prazer para a vida toda.  Guardo esse exemplar até hoje e de vez em quando volto a ler. Trata-se da correspondência entre Rilke e o jovem Franz, na qual o poeta fala sobre quase tudo, inclusive a necessidade de escrever..."

 
 

Se pudesse, Orete seria o personagem Henrique do livro A ilha perdida (Maria José Dupré).

"... Ele se aventura com o irmão Eduardo na exploração de uma ilha no meio do Paraíba. Lá ele conhece Simão, um eremita, que o ensina coisas legais sobre a natureza..." 





Falando sobre seu livro: O Olhar Oblíquo do Medo

É uma estória que tem passagens violentas, sim, afinal há uma guerra entre traficantes, mas “nada tanto assim” (rs). Eu gosto de estórias em que os personagens são colocados em situações limites para que descubram as múltiplas possibilidades que estão ao seu redor. O thriller tem a capacidade de prender o leitor e levá-lo a compartilhar a aventura com os personagens. Isso não quer dizer que sou um escritor somente de suspense. Quero continuar a escrever estórias que façam o leitor refletir após a última página: “Eu faria o que esse cara fez?”

A Construção de seu livro:

Em 2001, ao me hospedar em um hotel no centro do Rio, recebi um bilhete para ligar para um determinado número. Ninguém sabia que eu estava hospedado naquele local, mas a curiosidade falou mais alto e ligue para o número que estava no papel. Um cara atendeu me falando que estava com um carregamento de esmeraldas para negociar. Eu disse que o bilhete havia sido entregue a pessoa errada e esqueci o caso. Quando me vi com a necessidade de iniciar um novo trabalho, lembrei-me do episódio e comecei a elaborar o projeto. Inicialmente, pensei usar somente um personagem, mas acabei concluindo que um casal em lua de mel sendo jogado no meio da trama daria mais impacto para o leitor.
Definidos os personagens principais, vi que a estória precisava ser contada por outros olhares e fui construindo o segundo núcleo. A maior dificuldade foi encontrar uma forma de tirar uma das personagens do beco sem saída que eu iria colocá-la. Quando encontrei essa chave, me veio a certeza de que tinha uma estória interessante para contar.


 
Amanhã tem mais galerinha!!!

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