Entrevista - Amanda Bistafa (Blog Marcas Indeléveis) - 23 anos

Oie amores meus, hoje após a algum tempinho trago uma entrevista com a amiga, blogueira e autora Amanda Bistafa (sim irmã da Andréa Bistafa já entrevistada aqui no blog) que tive o imenso prazer de conhecer no evento Livros em Pauta desse ano.



Amanda Bistafa, 23 anos, gosta de ler pelo simples fato de poder viver e ser o que quiser enquanto lê, além disso, pelo privilégio que a leitura dá, como viver coisas que jamais viveria no mundo real.

"... Acho que a leitura consegue nos transportar pra outra dimensão de uma forma quase mágica, faz a gente sentir alegria, ansiedade, medo, tristeza (quem nunca chorou quando terminou de ler um livro maravilhoso?!) e uma infinidade de sentimentos e emoções sem sequer sairmos do lugar..."

Não se  recorda de seu primeiro livro lido, no entanto, recorda-se que ia à biblioteca e pegava a maior quantidade de livros possíveis em sua carteirinha e de sua mãe, mais um livro infanto-juvenil que lhe marcou e deu um "pontapé inicial para... nunca mais parar de ler..." foi o Escaravelho do Diabo (Lúcia Machado de Almeida), O Rapto do Garoto de Ouro (Marcos Rey) e Um Cadáver ouve Rádio (Marcos Rey) e ainda os livros de Agatha Christie, sua primeira escritora preferida.





"... A leitura não só melhora nossa escrita e nosso conhecimento... vai além. Ela expande nossa imaginação, nossa memória, nossa criatividade.... permite sermos outras pessoas e vivermos situações inimagináveis... pensarmos mais a respeito de nós mesmos e do mundo, cada livro acrescenta muito em nossas vidas e nos torna, com certeza, uma pessoa melhor..."

Acabou de ler recentemente o livro Selva de Gafanhotos (Andrew Smith) e deixou sua percepção quanto ao livro para nós:


"A proposta do autor é super inovadora, desde a forma como a história é narrada até seu meio bizarro rs, misturando distopia do fim do mundo causado por um exército de gafanhotos de 1,80 de altura com as dúvidas a respeito da sexualidade de Austin, apaixonado tanto por seu melhor amigo Robby, quanto por sua namorada Shann..."


Quando questionada quanto à seu livro favorito, ficou em dúvida, assim como quase todos os leitores que já entrevistei por aqui. Ao menos conseguiu citar alguns autores prediletos, dentre eles, Sthepen King, Agatha Christie, Suzanne Collins, Cassandra Clare, Joe Hill e outros.

"... São muitos! Impossível escolher um só..."

Sua resposta para "Qual o personagem gostaria de ser?" foi muito única.

"... Seria eu mesma, mas com alguma qualidades a mais rs. Talves a audácia da Tris (Divergente) ou a coragem de Katniss (Jogos vorazes), ou quem sabe até mesmo um pouquinho como América (A Seleção) para ter uma vida de princesa...".

Além de leitora, conforme falei no começo da entrevista, Amanda é autora. Já participou de sete antologias, às quais, três delas foram pela Andross Editora:
1. Crônica Memorial do Tempo                  2. Crônica Futebol                                3. Crônica Sob a Penumbra
Além desses, a autora também participou da antologia Eu me Ofereço! Um tributo a Stephen King (conto fim da linha) - editora Illuminare, com organização de Rô Mierling.

 
Além disso, a autora aproveitou para nos contar que ainda em 2015 será lançada mais algumas antologias pela editora Illuminare.

"... O primeiro livro trata-se de um cyberlivro de contos futurísticos... uma leitura inovadora..."



Pra quem acha que já acabou, Amanda tem também livros no Wattpad que são: Taquicardia e outros sintomas do medo (contos de terror e suspense) e Marcas Indeléveis (Crônicas reflexivas e líricas de assuntos diversos). (Num próximo post sobre os livros falo sobre os comentários da autora sobre os seus livros).

Como se não bastasse todos esses trabalhos, Amanda ainda tem um blog desde 2009 (Marcas Indeléveis) onde "rabiscava" algumas crônicas, parou por um tempo e em 2014 voltou a escrever, com várias ideias novas e atualmente, posta crônicas e novidades sobre suas publicações, parcerias e etc.

"... Confesso que a coisa mais feliz, é receber um elogio ou uma crítica construtiva de algum texto que escrevi, sem contar a parte de fazer amigos e descobrir outras pessoas com os mesmos interesses... é muito gratificante..."

E para finalizar deixo uma das frases mais lindas que já li sobre livros e literatura, e agradeço imensamente a participação de Amanda aqui no Faces:

“A literatura é um refúgio para espantar os demônios, acalmar a alma, conter o choro. Através dela é possível captar a magia invisível de tudo que nos cerca, é possível enxergar além, sonhar além, sentir e pensar além de nossas vidas. Se por um lado nossa percepção de tempo e espaço é relativa, por outro, a escrita é o oposto. Escrever nos permite eternizar o momento, nos permite deixar algo que não se apaga deste mundo, depois que nós mesmos o deixarmos.”

Quem é Você Alasca? - John Green

Conversando com uma amiga, resolvi mostrar pra ela que escrever no blog não era e nem dava nenhum tipo de trabalho, ao contrário do que eu mesma disse à ela, escrever resenha dá trabalho sim gente, não é aquele trabalho braçal mas dá trabalho no que se refere a pensar sobre o que vamos escrever "daquilo" que estamos resenhando, afinal tem histórias que tem tanta coisa pra gente falar, que se ficarmos escrevendo e não nos policiarmos, acabamos escrevendo outro livro (rs) e esse do John Green é um desses. O livro bommmmmm!!!!!!!! Tão bom que logo vai virar filme (mesmo eu me chateando com as "traduções" de livros para filme quero assistir).




Decidi começar pelo final do livro dessa vez, para que assim como livro, possamos analisar as últimas palavras de John Green em "Quem é você Alasca?" e pelo simples fato de o autor ter se preocupado em colocar um Guia de Leitura respondendo à várias perguntas que nos fazemos no decorrer do livro, de maneira tão sútil, que por vezes parece que estamos numa roda de conversa com o autor (John Green é um sucesso e cada vez mais vejo que não é à toa).
"Agora que ficamos nós que terminamos de ler o livro... Livros são uma colaboração estranha entre autor e leitor: você confia em mim para lhe contar uma boa história, e eu confio em você para dar uma boa vida a ela na sua mente. Só posso esperar ter cumprido minha parte..."

Ele ainda nos coloca perguntas sobre perdão; o ato de se autodestruir (como por exemplo fumando); o gostar de personagens e pessoas que a gente lê; sobre a morte e a vida.

"... Escrevi o livro desse jeito porque na época eu tinha muitas perguntas sobre sofrimento, perda, fé e desespero. E eu queria saber se era possível levar a vida com esperança em um mundo cheio de ambiguidades..."


Bom agora falando da história do livro...

Quem é você Alasca?, a princípio pensei se tratar de um livro desse "modinha" com um romance e um final feliz, mais pelo contrário o autor conseguiu "brincar" com questões seríssimas do dia a dia de nossas vidas, e que todos se não, ainda vão ter de passar.
Miles (ou Bujão como será chamado no decorrer do livro) tem uma certa fascinação pelas últimas palavras que grandes pessoas disseram, para isso adora ler biografias como forma de fugir do tédio da vida. E após ler as últimas palavras de François Rabelais que referia-se a um "Grande Talvez" ele sai de casa e resolve ir estudar numa escola chamada Culver Creeck (internato no Alabama) e lá conhece pessoas que talvez o ajudarão a encontrar esse Grande Talvez.
O que ele não imagina é que para chegar nesse Grande Talvez, terá de ser arrastado para um "Labirinto, chamado Sofrimento..." por uma garota "...mais gata da história da humanidade..."
Essa garota era Alasca, uma garota cheia de atitude ao mesmo tempo em que era totalmente cheia de enigmas e tristezas, os quais só seriam descobertos após muita convivência com ela, convivência essa que talvez Bujão mesmo achando que sim, não teve com ela, pelo menos não, enquanto tinha-a perto dele.

O que era pra ser apenas um colégio interno, com adolescentes em busca de "Um grande talvez", se tornou um lugar de reflexão sobre a vida e a morte, ou como a própria Alasca menciona, um "Labirinto de Sofrimento", o qual todos teremos que descobrir como sair, ou quem sabe "... arrancar o Band-Aid..." e continuar a vida.
Ou esperar o "aqui" mencionado por Thomas Edison em suas últimas palavras.

"Não sei onde fica esse "aqui", mas acredito que seja em algum lugar, e espero que seja bonito..."

[Por Trás da Poltrona] - O Preço do Amanhã - Por: Cláudia Ferreira

Olá seguidores do Faces de Uma Capa

Olá seguidores do Faces de Uma Capa! Eu sou Cláudia Ferreira e hoje eu vou falar um pouco sobre o filme de ficção cientifica “O Preço do Amanhã”. Estrelado por Justin Timberlake (lindo!) e Amanda Seyfried (poderosa!), dirigido por Andrew Niccol e estreado no Brasil em novembro de 2011.
Em “O Preço do Amanhã”, um novo mundo lhe espera, onde as pessoas foram desenvolvidas geneticamente para parar de envelhecer aos 25 anos, e com apenas mais um ano, morrer. A não ser que se consiga mais tempo. O tempo é a moeda agora. Eles ganham e gastam. Os ricos podem viver por muito tempo e os pobres só querem saber de acordar com mais tempo na mão do que as horas do dia.

Will Salas (Justin Timberlake) é um jovem operário de periferia que se mostra muito incomodado com o sistema opressor que o seu mundo se encontra, com toda a desigualdade de classes e exploração contínua. Depois de um dia mal recompensado no trabalho, Will conhece o magnata Henry Hamilton (Matthew Bomer) em um bar, e ao descobrir que o mesmo tem um século, Will o ajuda a se livrar dos gangsteres que querem roubar seu tempo e acabar com a sua vida. Eles conseguem e resolvem passar a noite em um galpão abandonado. Durante esse tempo Will questiona Henry do porque da exibição de todo o seu tempo em um bairro pobre, onde as pessoas fazem de tudo para sobreviver. Henry não hesita em responder. Ele está cansado. Já tem 105 anos e quer morrer. Na manhã seguinte Will acorda e percebe que está sozinho, com mais um século de vida. Henry decidiu lhe “doar” todo esse tempo para poder morrer em paz. 



A partir daí Will não tem mais motivos para permanecer no Gueto e segue rumo a Greenwich, a parte rica da cidade, quando conhece Sylvia Weis (Amanda Seyfried), uma jovem rica, filha de Philippe Weis (Vincent Kartheiser), um empresário famoso por seus muitos negócios. Sylvia convida Will para uma festa em sua mansão depois que ele vence seu pai no pôquer, mas nada sai como o planejado, pois os ‘Guardiões do Tempo’ invadem a festa para capturar Will, acreditando que ele roubou e assassinou Henry.
Para se salvar, Will acaba levando Sylvia com ele, sua nova parceira na busca pela liberdade e justiça: de aumentar o tempo de vida das pessoas pobres e diminuir o tempo de vida das pessoas ricas, tornando o mundo menos desigual, onde todos possam viver o suficiente, nem de mais e nem de menos.
Durante o caminho Sylvia e Will farão muitas descobertas e enfrentarão muitos problemas: Raymond Leon (Cilian Murphy), um dos Guardiões do Tempo, Fortis (Alex Pettyfer), o líder dos gangsteres e, principalmente, a falta de tempo!

O “Preço do Amanhã” foi um filme que eu gostei bastante a primeira vez que assisti, pois tem uma pegada distópica, que ao mesmo tempo mostra uma realidade paralela com o mundo real que vivemos hoje: a busca constante por dinheiro, a correria do dia-a-dia, e especialmente, a desigualdade social!

As cenas de tensão do filme foram peças chaves para o desenrolar da história. A luta permanente dos personagens principais, que também formam um casal forte, que se entendem, apesar das diferenças, foi algo que deu certo e não tornou a trama repetitiva ou sem sentido. Ir direto ao ponto, sem explicar detalhadamente como ou quando aconteceu, também foram pontos positivos. O Will poderia ter sido mais explorado e o desfecho mais elaborado.

[Estranho Mundo das Séries] - Demolidor - Por: Lucas Ferrarezi

Muitos conhecem o Demolidor dos quadrinhos e do filme, mas garanto à vocês que a série da Netflix vai superar qualquer expectativa que você tenha sobre ele.



A série foi lançada esse ano e a sua primeira temporada completa encontra-se na Netflix, sendo um episódio melhor que o outro, difícil vai ser parar de assistir.

A história se passa em Hell’s Kitchen, o bairro de Nova York. Matthew é filho do Jonathan Murdock, conhecido como “Jack”, um boxeador que está em um período ruim de sua carreira, e para conseguir dinheiro ele tem que aceitar perder as lutas para manter o seu filho. Matt segue os conselhos do pai, e dedica-se aos estudos muito mais que a maioria das outras crianças, deixando as outras brincadeiras e esportes de lado, fazendo assim com que seus colegas de escola lhe ofendam e lhe insultem.

Certo dia, quando Matt estava atravessando a rua, viu um senhor desatento, que não percebeu um caminhão vindo em sua direção, Matt consegue salvá-lo, empurrando o senhor para longe, mas com isso o motorista do caminhão, para não atropelá-los, faz um desvio brusco e tomba, derramando produto radioativo no rosto de Matt, deixando-o cego instantaneamente.


 Já no hospital, Matt acorda num quarto, com os olhos vendados devido a faixas e gases, mas alguma coisa mudou: seus sentidos estão diferentes, mais aguçados, sensíveis e extremamente apurados. 
O olfato, paladar e a sua audição foram incrivelmente ampliados e ele acabou criando outra habilidade, ele consegue se “localizar” através das ondas sonoras, como uma ecolocalização dos animais, mas tudo isso ainda é muito novo para ele, por isso Matt terá que aprender a lidar com esses novos “superpoderes”. 
Depois de tudo que aconteceu Matt e seu pai tentam superar o ocorrido, mas algo o incomoda, o fato de seu pai perder sempre as lutas mesmo tendo potencial para ganhar todas elas. Cansado de ver seu pai perder e também das brincadeiras maldosas das outras crianças, Matt pede ao seu pai para ele ganhar a luta, mas Jack sabe que isso pode custar caro, tanto para ele, quanto para o seu filho. Como prometido ele ganha a luta e passa a ser aclamado por todos, mas não era para isso acontecer, era para ele perder de novo, como sempre, e isso faz com ele seja espancando até a morte, deixando Matt órfão, sozinho no mundo.

Matt é levado para abrigo, já que não tem nenhum parente, e como não consegue controlar e se adaptar com os seus sentidos, o abrigo procura ajuda de um senhor chamado Stick, que também é cego, mas ele não vai ensinar apenas como se locomover e se guiar pelas ruas, ele vai treinar os sentidos de Matt, fazendo com que ele controle suas novas habilidades.

Anos depois, Matt é um recém-formado, ingressando na profissão de advogado, junto com seu amigo Foggy, antigos colega de faculdade, juntos agora pensam em abrir um escritório e exercer a profissão, mas Matt não desistiu da ideia de vingar seu pai, mas antes disso ele tenta proteger as pessoas da sua cidade, tornando o lugar um pouco mais seguro, então à noite quando os perigos se tornam maiores e os bandidos se escondem, Matt se torna o Demolidor...


Nem preciso dizer que vocês devem assistir essa série, porque além de ela ser extremamente eletrizante, dinâmica e cheia de ação, é uma série da Marvel! Não tem como não gostar de qualquer personagem da Marvel, ainda mais dessa incrível produção feita pelo Netflix!

Como vocês já viram o blog ganhou uma nova integrante e companheira de resenhas no canal Estranho Mundo das Séries. Seja Bem vinda Cláudia!

Espero que gostem. Até a próxima... 

Baroak a estrela - Cris Motta

Oi gente, olha eu aqui de volta.

Hoje trago a resenha de um livro que apesar de infanto-juvenil, traz uma história muito interessante e instigante, afinal, mesmo os livros "místicos" estando super em alta, não vemos com frequência livros falando de Gênios, aliás, pra mim é a primeira leitura nessa temática e assim como os outros tantos, esse é mais um que me instigou a ficar ansiosa para o próximo volume.
Fato muito interessante também é que no livro a autora mistura magia com boa ação e benfeitoria, algo que eu amo ainda mais que os seres mágicos.




Baroak a estrela (Cris Motta) traz a história de Beatriz Comarim uma jovem comum, cheia de conflitos pessoais que por conta das chacotas e exclusões cometidas à ela na escola, se sente excluída e "diferente".
Só que diferente de muitas jovens que tem seus diários, um(a) amigo(a) íntimo(a), ou até mesmo algum parente pra desabafar, ela tem as estrelas como suas confidentes, só que o que ela não imaginava é que as estrelas poderiam ser as causadoras de uma mudança espetacular em sua vida.
Além das estrelas, ela tinha uma "paixão" por Rodrigo, que lhe fazia se sentir bem quando ao lado dele, mesmo que de início demonstrasse sentimento apenas de amizade e proteção.
Seus pais eram protetores ao extremo, e a tinham como uma criança, fato este que a fazia ser uma pessoa totalmente "brega" perante as colegas e rivais da escola.




Sua vida muda totalmente quando sua família tem de mudar para Arábia devido ao trabalho de seu pai, local onde em uma feirinha, antes de retornar ao Brasil, resolve parar e comprar algumas lembrancinhas.
Beatriz se encanta por um objeto no formato de estrela com franjas douradas, que o fazem ser diferencial e chamar a atenção da garota, tentando-a a abri-lo, até que a mercadora lhe informa que deverá abrir somente quando for extremamente necessário.

E no primeiro momento em que ela achou necessário, resolve abrir o pote pra ver qual o segredo que ali estava guardado, e para sua surpresa, ganhou mais do que as estrelas podiam lhe dar, ganhou uma "... amiga com dons especiais..." uma djinn (para quem não conhece - uma gênia) de nome Clair Baroak, que veio em prol de ajudá-la a descobrir a si mesma.

A partir de então, ela passa a se envolver cada vez mais com o mundo místico, seja através de sonhos ou mesmo realidade, se envolve de maneira a mudar sua vida, seus gostos e até mesmo o destino de sua vida:

"... você tem alguma ligação com o mundo místico... quer conhecer a morada dos djinns?"

Tais descobertas mostraram a ela o que é realmente verdadeiro, ou nem tanto assim.

É um livro cheio de explicações sobre os seres fantásticos, o que muito me agradou,e fez com que eu pesquisasse ainda mais sobre alguns mencionados no livro que eu não conhecia (ponto para a autora).

"... Todos esses mágicos seres, são espíritos da natureza..."
Outra coisa muito legal na obra é a autora fazer a personagem viajar para vários lugares diferentes
por intermédio de um concurso na escola em que ela estuda, nos fazendo imaginar como seria estar nos lugares citados por ela, como a Catedral Metropolitana de Santiago e Vinã Del Mar (Chile), Arco do Triunfo, Catedral de Notre Dame,Torre Eiffel (Paris - França) e diversos outros, que pesquisei e vi que são encantadores (normalmente faço uma pesquisa pra ver por onde o-a personagem percorreu na história, e é muito enriquecedor).
Algo que me encantou ainda mais nessas "viagens" foi quando ela viaja para o mundo dos djinns e ganha um quarto de acordo com o que tem em seu coração, e quando está triste o quarto usa esses mesmo sentimentos pra alegrá-la (quero ter essa experiência ^.~), além é claro dos vôos nos tapetes mágicos com Pietroh (irmão de Clair Baroak) que também tem papel importante na história, que não vou falar aqui pra não for estragar a leitura de vocês, por que eu acredito piamente que vocês irão ficar com muitaaa vontade de ler esse livro após terminar de ler essa resenha.
Afinal, de um mundo a outro, de um ser a outro, Beatriz Comarim mostra que quando acreditamos em algo, devemos lutar até o fim, mesmo que para isso tenhamos de percorrer outras dimensões.
Para saber mais da obra - clique aqui
Espero que tenham gostado! E que encontrem um pote de estrelas por ai, e o seu djinn te traga muitas coisas boas!

SEMANA VIOLETAS AO VENTO - JÉSSICA ANITTELI (PSEUDÔNIMO - JÉSSICA DE PAULA) - PARTE 5

Amores meus, hoje é o último post da Semana Violetas ao vento, espero que tenham gostado tanto quanto eu, e que acompanhem esse maravilhoso livro lá no Watpadd.

E como tal livro é cheio de assuntos atuais e muito tristes, a autora resolveu nos acalmar mostrando que a história de Violeta, sim, terá coisas boas.

Amizade/Amor

Felizmente as coisas não são só tristezas na vida da Violeta. Se não fosse por seus amigos, tudo seria um pouco pior.
Ela tem dois grandes amigos: Thamires e Ricardo. Eles são o ponto de felicidade da Violeta; com eles ela ri e se diverte dentro do possível, já que sua personalidade afetada não permite grandes coisas.



Será por eles que ela sentirá carinho, pois não o tem pelos membros de sua família. Contudo, Violeta tentará recuperar o amor pela mãe, resgatar aquela mulher feliz e sorridente de sua infância.
Violetas ao Vento é um livro no qual a protagonista buscará por amores, tanto o amor da amizade, da família, quanto o amor por si mesma.

“Virei-me olhando para trás e vi meus amigos. Sorri. O que seria de mim sem eles? Não me sinto sozinha no mundo quando estou com eles.”

“— Não acredito! — Thamires praticamente gritou e virou meu rosto para ela. — Deixa eu ver — abri a boca e minha amiga bateu palmas. Sempre exagerada. — Ficou lindo, florzinha.
            — Já falei pra não me chamar assim. Meu nome é Violeta — revirei os olhos.
            — E violeta não deixa de ser uma flor — ela me mostrou a língua.
            Os dois riram e eu não consegui ficar séria, também dei risada. Só eles para me fazer esquecer das coisas ruins.”

Pelo visto realmente será uma história e tanto, assim como as outras que a autora escreveu, já resenhadas aqui!
Beijos, e até amanhã com resenha de Baroak a estrela - Cris Motta.
           



[Por trás da Poltrona] - Será que?... - Por: Cláudia Ferreira

Olá seguidores do Faces de Uma Capa! Eu sou Cláudia Ferreira e hoje eu vou falar um pouco sobre a comédia romântica: “Será Que?”. Estrelada por Daniel Radcliffe (nosso eterno Harry Potter) e Zoe Kazan (de a Namorada Perfeita), dirigido por Michael Dowse e estreado nos cinemas de todo o Brasil em setembro de 2014.

Wallace (Daniel Radcliffe) está há um ano sem sair de casa, por causa de uma desilusão amorosa, que o fez desistir da faculdade de medicina e parar de acreditar no amor. Depois que seu melhor amigo Allan (Adam Driver) o convida para uma festa em sua casa e ele aceita, Wallace conhece Chantry (Zoe Kazan), prima de Allan. Uma mulher bonita e engraçada, que o faz sorrir com seu humor inteligente e desafiador. No fim da festa eles vão embora juntos e chegando à casa de Chantry, Wallace pede o seu número, dizendo que gostou de conversar com ela e querendo mostrar para o seu coração que ele consegue seguir em frente. O que ele não esperava ouvir de Chantry, é que ela namora Ben (Rafe Spall), um importante executivo da ONU. Com essa nova revelação, Wallace joga fora o número de celular de Chantry e decide continuar com sua vida, morando no sótão da irmã e trabalhando numa empresa de manuais.

Dias depois, o que nenhum dos dois esperava era que o destino lhes pregaria uma peça, fazendo com que em uma noite no cinema, eles se reencontrassem e passassem a conversar mais. Mais uma vez em frente à casa de Chantry, Wallace lhe faz uma proposta de amizade e eles passam a se conhecer melhor.


Já íntimos, Wallace percebe que está perdidamente apaixonado e vê uma chance de conquistá-la quando descobre que Ben recebe uma proposta de trabalho na Irlanda, deixando Chantry sozinha, começando a se questionar se Ben é mesmo homem de sua vida!
Durante o filme todo você se pega perguntando se os personagens principais ficarão juntos, e reafirmando que sim, pois são pessoas que se completam e têm uma química incrível! Inteligentes, engraçados, bonitos, que fazem bem um ao outro. A altura, o bom humor e, principalmente, as piadas e frases mais refinadas e aprimoradas, que te marcam e te fazem rir bastante, diferentes das que estamos acostumados em ver nos filmes desse gênero.
Fotografia impecável, trilha sonora leve e a cidade de Toronto/Canadá como cenário principal! Prédios enormes, praças modernas, casas com jardins (que mais parecem casas de bonecas) e lanchonetes que te fazem pensar que a qualquer momento uma garçonete com patins aparecerá segurando um cardápio nas mãos.


Muitos motivos para você se apaixonar e rir bastante com a comédia-romântica “Será Que?”... Wallace e Chantry ficaram juntos? Wallace e Chantry continuarão amigos? Só assistindo o filme para saber. Por isso corre e depois me conta o que achou! Eu gostei bastante e acho que você também vai!


Espero que tenham gostado da resenha, até semana que vem. Beijos e luz. 


SEMANA VIOLETAS AO VENTO - JÉSSICA ANITTELI (PSEUDÔNIMO - JÉSSICA DE PAULA) - PARTE 4

Oies, estou muito feliz de conseguir estar por aqui todos os dias nessa semana, graças à Semana Violetas ao Vento - do livro da Jéssica de Paula (Pseudônimo) Violetas ao Vento, que já está em seu terceiro capítulo lá no Wattpadd.

E hoje a autora traz um assunto muito atual, porém não muito falado na literatura, que é a violência doméstica - já que é um dos assuntos tratados em seu livro.


Violetas ao Vento é um drama por mais que seja um romance adolescente. Todos os problemas da nossa protagonista giram em torno de algo muito sério: a violência doméstica.
Desde criança, Violeta presencia a agressão sofrida pela mãe dentro de casa. Seu pai não mede forças com ela. Ver a mãe apanhar diariamente sem fazer nada, algumas vezes até sobrando para a própria Violeta, a afeta de diversas formas.



Violeta se sente inútil, incapaz de salvar a mãe, uma mulher que foi apagando com o tempo; não é mais a mesma de antes. Toda essa vivência de agressão se reflete nela, que passa a ser uma menina introspectiva, tímida e com medo das coisas. Ela também não se acha boa para determinadas situações ou pessoas.
Além da violência física, Violeta vive em uma família totalmente machista em que o homem sempre manda em tudo, e cabe às mulheres obedecer e servir. Violeta se vê condicionada a servir o pai e o irmão e, por mais que não ache certo aquilo, não tem forças para lutar contra.
Escolhi escrever sobre isso porque, infelizmente, ainda é algo que acontece com frequência. Já presenciei e fiquei sabendo de casos na minha própria família. Dessa forma, decidi discutir esse assunto, que ainda precisa ser tratado para que possamos evitá-lo.
Algo que me deixou surpresa ao escrever sobre isso, foi que 3 em cada 5 betas disse que sabia o que era aquilo, que entendia as dores da Violeta porque já passara por isso ou conhecia alguém bem próximo que ainda presenciava esse tipo de violência. Eu realmente fiquei chocada. Sabia que ainda era comum, só não imaginei que tanto.

           
“Minha surpresa logo se transformou em desespero quando o vi partindo para cima dela. O tapa que a acertou no rosto a fez cair de joelhos no chão sobre os cacos do vaso.”

“Quando ele levantou, não me mexi, mas Olívia sim, e entrou na frente, segurando-o pelo braço.
— Não bata nela — choramingou um pedido.

No entanto, quem levou um tapa foi ela, que caiu no chão. Olga gritou, e fui levantada pelo braço, ficando cara a cara com aquele homem por quem nutri nojo, repugnância, pavor...”

SEMANA VIOLETAS AO VENTO - JÉSSICA ANITTELI (PSEUDÔNIMO - JÉSSICA DE PAULA) - PARTE 3

Oie gente linda, dando continuidade à Semana Violetas ao Vento, hoje a autora nos possibilitará conhecer um pouquinho mais da poetisa Florberta Espanca, espero que aproveitem!




 Florbela foi uma poetisa portuguesa que nasceu em 1894 e morreu em 1930.
Suas poesias refletem muito os seus sentimentos, como solidão, desilusão, sofrimento, e passa também pela ternura, paixão, felicidade e, em alguns, erotismo. Alguns dizem que suas poesias são autobiográficas, e não duvido disso.


Em Violetas ao Vento, Violeta ganha de uma amiga um livro da Florbela Espanca, A mensageira das violetas. Ela o lê rapidamente e adora. Daí para frente, passa a citar as poesias de Florbela em determinados momentos.
Como as poesias de Espanca retratam muito a solidão, sofrimento e coisas assim, Violeta logo se identifica, pois sua vida não é das melhores. Ela sofre muito por causa da desestrutura familiar, o que afeta a sua personalidade (falaremos disso depois).
Violeta encontra na poesia um refúgio dos seus problemas, ainda mais nas de Florbela, que a retratam como nenhuma outra já fez; ela se vê espelhada naqueles versos.

“— Não precisava, mas obrigada — desembrulhei o presente e vi que ela me dera um livro. Li o título em voz alta: — A mensageira das violetas.
            — A sua cara, não é? — perguntou toda animada e não me esperou responder. — São poesias da Florbela Espanca — apontou para o nome na capa gasta. — Ela é portuguesa. Acho que você vai gostar. Comprei em um sebo.”
 “Como podia simples palavras expressarem todo o meu sofrimento? Os versos de Florbela Espanca continuaram a reverberar dentro de mim:

Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro!
E ninguém ouve... ninguém vê... ninguém...”

[Estranho Mundo das Séries] - The 100 - Por: Cláudia Ferreira

Gente, conforme prometido trago a resenha da nova colaboradora Cláudia Ferreira, espero que gostem e a recebam com carinho, assim como eu e o Lucas já estamos a recebendo!!!

THE 100


Olá seguidores do Faces de Uma Capa! Eu sou Cláudia Ferreira e essa é minha primeira resenha (de muitas, espero). Hoje vou falar um pouco sobre a primeira temporada da série distópica "The 100". Uma série de televisão baseada no livro homônimo, da Kass Morgan, e desenvolvida por Jason Rothenberg no ano de 2014.
A série se passa 97 anos após um apocalipse nuclear que matou todos na Terra, deixando o planeta cozinhando em radiação, felizmente houve sobreviventes e doze nações tinham estações espaciais em operação na época das bombas, agora o que resta apenas, é a Arca, uma estação forjada de muitas outras. Clarke Griffin (Eliza Taylor-Cotter) nasceu no espaço e acredita que é preciso mais cem anos para que a Terra torne-se habitável novamente e com mais quatro gerações no espaço, todos finalmente voltarão para casa. A Terra. Esse é o sonho. Não a realidade.

Durante esse século a Arca manteve viva o que restou da raça humana, só que agora essa nova casa também está morrendo. Os recursos são escassos e a única solução encontrada pela maioria dos conselheiros foi designar cem prisioneiros ao solo para uma desesperada missão. 
A maioria desses prisioneiros ainda não alcançou a maior idade, por isso a lei que determina a punição com a morte por ejeção ao vácuo não é considerada válida para eles, tornando assim o envio desses adolescentes para um lugar totalmente desconhecido uma boa forma de punição ou aprendizado. 
Se a Terra não for habitável eles morrem no solo e o espaço ganha mais alguns dias. Se a Terra for habitável eles serão libertos e todos passarão a viver em paz. Só que no solo não há lei. O que eles têm que fazer é sobreviver, mas eles serão avaliados pela terra, pelos segredos que ela esconde, e também, um pelo outro. 


A partir do momento que Bellamy Blake (Bobby Morley) começa a convencer as pessoas de arrancarem suas pulseiras de transmissão da Terra para o espaço e os habitantes da Arca acreditam que eles estão mortos, os cem passam a compreender que estão “sozinhos” nessa. Em busca de refúgio, suprimentos e ordem.

Mas será que estão mesmo? 

Depois que Jasper (Devon Bostick) é atacado e Octavia Blake (Marie Avgeropoulos) é sequestrada por um tipo de tribo, nomeados Terrestres”, a busca pela sobrevivência se torna ainda maior. 



Enquanto isso, no espaço, Chanceler Jaha (Isaiah Washington) luta junto com Abigail Griffin (Paige Turco) para que a Arca se mantenha em pé e 320 pessoas não sejam assassinadas por falta de oxigênio. Raven (Lindsey Morgan) também é mandada a Terra para provar que os enviados ainda estão vivos e assim tentar salvar vidas inocentes.
Uma série repleta de emoção, suspense, mistérios e romances! Personagens fortes, que lutam pelo que acreditam e correm atrás de seus objetivos! Personagens que nos fazem odiar querer amá-los! Personagens engraçados e ma-ra-vi-lho-sos, como o GATO do Thomas Mcdonell! Cenários diferentes (Terra e espaço) que prendem ainda mais a atenção do telespectador para as reviravoltas que a série dá!



Será que os cem conseguirão sobreviver ao novo? Será que os cem conseguirão se comunicar com a Arca? Será que os cem conseguirão lidar com os “Terrestres”? Será que os cem conseguirão? Só assistindo a primeira temporada da série para saber (sim, isso tudo é só uma base do que lhes esperam nessa primeira temporada). Por isso não percam tempo! A série já tem sua segunda temporada (espero contar um pouco sobre ela mais pra frente) e uma terceira temporada já confirmada para 2016. 
De segunda a sexta na MTV (Brasil) e originalmente na The CW. 


Espero que gostem da série e da resenha! 
Contem-me o que acharam e não percam, porque semana que vem tem mais! 
Beijos de luz. Cláudia F.

SEMANA VIOLETAS AO VENTO - JÉSSICA ANITTELI (PSEUDÔNIMO - JÉSSICA DE PAULA) - PARTE 2



Oi gente!!!
Hoje trago a segunda parte da Semana Violetas ao Vento, espero que gostem, afinal a autora nos presenteou com uma explicação pra lá de especial sobre a utilização da poesia no seu mais novo livro Violetas ao Vento.


Eu (Jéssica de Paula) como autora e graduada em Letras, nunca fui muito chegada em poesia. No entanto, algo em mim queria se aproximar mais desse universo até então muito abstrato.
Em Violetas ao vento, eu quis abordar um pouco da poesia; desejava que minha protagonista gostasse muito dos versos. Com isso em mente, coloquei minha prateleira de livros abaixo na busca das obras de poesia. Devo ter umas 5 ou 6. Quando as achei, folheei, li, mas nada encontrei. Fui até a livraria porém nada me deu um click necessário.
Pedi opiniões aos meus amigos do facebook, e eles me indicaram poetas. Florberta Espanca logo foi citada, e eu procurei algumas coisas sobre ela (a próxima postagem será sobre essa incrível poetisa). No momento em que vi em sua biogradia o nome A Mensageira das Violetas quase tive um treco. Era esse!!!
















Como a obra era domínio público, baixei e li os poemas, que se encaixam perfeitamente com as vivências e dores da Violeta. Dessa forma adotei o livro para minha criação. 
Falarei mais sobre a ligação de ambas na próxima postagem.

Além dos poemas de Florberta, que estão presentes no livro, há também trechos de vários outros. Cada capítulo ganhou um poema, que dá ideia do que acontecerá no desenrolar do capítulo. Uma das minhas betas chegou a dizer que as poesias eram como uma trilha sonora.



Alguns dos poemas encontrados no livro:

“Se perguntas onde fui,
devo dizer: o mar.
Estive sempre ali,
mesmo estando a mudar.”
“Se perguntas onde fui”, Carlos Nejar

“Recordo outro ouvir-te,
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.”
“Pobre velha música”, Fernando Pessoa

“Um beijo é culpa,
Que se desculpa:
Dá?
A borboleta
Beija a violeta:
Vá!”
“Beijo”, João de Deus


Amanhã tem mais!!!

SEMANA VIOLETAS AO VENTO - JÉSSICA ANITTELI (PSEUDÔNIMO - JÉSSICA DE PAULA) - PARTE 1

Oi lindos, espero que já estejam com saudades, é que mudei de casa, então imaginem a correria pra organizar tudo, mais para alegria de vocês e minha própria alegria estou de volta \o/.

Lembrando que essa semana teremos a estreia das resenhas da Claudia Ferreira - espero que todos estejam ansiosos assim como eu estou ^.^.

To aqui, pra lhes trazer uma belíssima novidade da autora Jéssica Anitelli (já entrevistada aqui no blog), que me convidou para participar da Semana Violetas ao Vento, em prol de divulgar seu mais novo trabalho que será postado no Wattpad, sendo dois capítulos por semana, e pela primeira vez, a autora está usando seu pseudônimo Paula.














E nada melhor que trazer as palavras da própria autora para saber um pouquinho mais da história e da construção deste que parece ser mais um livro maravilhoso da autora: (Clique aqui para ler o Livro):



Violetas ao Vento... Esse título soou tão bonito que não acreditei quando ele me veio à mente. E, por incrível que pareça, não foi o primeiro.
Violeta, nossa protagonista, é uma garota de 17 anos. Quando fui escolher o nome dela, entrei naqueles sites de nomes de bebês e comecei pela letra A. Aí meu marido comentou que tenho muitas personagens com nomes com letras do começo do alfabeto.


Eu: “imagina, nem tenho”.
Ele: “tem sim”.
Eu: “vamos ver então... Augusto, Aline, Diogo, Alexandre... (aí eu comecei a murchar), Enzo, Clara, Beatriz, Fábio... tá, tenho mesmo”.
Logo após isso, saí da letra A e fui para a letra V. Violeta saltou aos meus olhos, e eu sorri, sabendo que aquele seria o nome dela.
Como é também um nome de flor, optei por colocar Narciso como nome do irmão dela. Assim ficou os dois com nomes de flores ^^
Com o nome da protagonista escolhido, a busca pelo título começou. A história da Violeta é ambientada em Santos, litoral de São Paulo. A ideia inicial era que a praia tivesse uma grande importância para o enredo e, por isso, pensei em algo como “Além do azul do mar”. Contudo, durante a escrita, a praia foi se tornando algo secundário, sendo o vendo mais importante; era ele que secava as lágrimas da Violeta.
Dessa forma, mudei para “Vento no litoral”, tanto por causa da palavra “vento” no título quanto pela música do Legião Urbana. Este título permaneceu por longos meses, foi até para a revisão assim. No entanto, em um belo dia, uma autora nacional subiu na Amazon um livro com o mesmo nome. Eu quis morrer, sério!
Fiquei indignada, desolada, inconformada!
Após dias refletindo sobre o ocorrido, decidi que mudaria sim o título, mas ainda não tinha nada em mente. E em um belo dia (mais um), enquanto eu estava na cozinha fazendo sabe-se lá o que, o título simplesmente surgiu na minha mente. Foi tipo um plim! e pronto, lá estava ele bonitão dizendo oi e acenando para mim. Eu falei: “não é que você combina?”
Este título remete às várias fases da Violeta, por isso é no plural. Ela vai mudando e amadurecendo ao decorrer da narrativa. E o vento sempre traz coisas para ela, pode ser uma sensação boa ou o simples fato de secar suas lágrimas.






“Fechei os olhos e respirei fundo, inalando o maravilhoso cheiro do mar que o vento trazia, como se ele fosse capaz de levar tudo embora, todo aquele sofrimento. Na verdade, acho que realizava esse milagre.”







Bom, por hoje é isso gente!!!
 E ai o que acharam?! Parece que vai ser um livro fantástico não é?!
Até Amanhã!!!