Música ao longe - Érico Veríssimo


 Oi gente!!!



Então, esse livro eu herdei da minha avó, e tenho ele a exatos 15 anos, mas, acredito que ele existe a muito mais anos do que isso, afinal era da "biblioteca" da minha avó. Ele está um pouquinho "velhinho" e com marcas to tempo, mas enfim.



Confesso que já peguei esse livro pra ler e o recoloquei na estante por diversas vezes, mas enfim, acabei cedendo e li, e declaro pra vocês que me surpreendi "em partes". A escrita é bem diferenciada do que estou acostumada a ler e cheia de palavras diferentes - acredito que por conta da época em que foi escrita e tals, mas, pra ser mais sincera ainda com vocês, digo que esperava muito mais da obra, afinal, Érico Veríssimo é um autor tão renomado da literatura brasileira e muito indicado em conversas com amigos, que acreditei que seria algo espetacular,  no entanto, o livro não superou minhas expectativas, principalmente no final que estou até agora meio que esperando algo acontecer, como se houvessem arrancado parte da obra do livro sabe (rs).

Mais vamos ao que interessa: o livro.

Aborda questões importantes da época em que foi escrito, mais que ainda hoje, mesmo diante a tanta "liberdade", existe, como por exemplo, a tradição familiar, o pensamento "velado" por medo do que vão dizer ou achar, enfim, é um livro muito, mais muito "cult".

Clarissa cujo nome foi dado pelo pai, devido à um romance em que a personagem principal chama-se Lady Clarissa, narra a história de sua família "Albuquerque", família está super renomada mais que está passando por momento de decadência financeira e consecutivamente perdendo seu prestígio e seu renome, fato esse, que faz Clarissa ser uma pessoa totalmente cheia de melindres e tédio, afinal parece que nada de bom acontece em sua vida, nem mesmo o seu tão esperado príncipe encantado aparece para sua alegria.
"...O engraçado é que a gente fica moça, compreende melhor as coisas... mas continua sentindo mais ou menos o que sentia quando criança...por que será que só somos sinceros pensando?... "

Ela é uma personagem cheia de histórias pra contar, por isso traz consigo um diário, pra lá de engraçado e cheio de revelações, que até tornam a história mais interessante, e instigadora.

"...Ás vezes tenho vontade de voltar de novo aos sete anos. Naquele tempo o mundo era diferente..."

Ela espera por um príncipe encantado, ou quem sabe algum acontecimento que mude sua vida, e a todo o momento da história deixa claro isso. Só que o que ela não imagina é que seu primo Vasco “Gato do Mato” (chamado assim porque some de casa e ninguém sabe dele, não gosta de ficar “preso”) será o que talvez ela possa vir a chamar de príncipe encantado, afinal, a partir de suas descobertas começa a despertar algo dentro de si, que nem ela mesma sabe explicar, assim como uma "música ao longe", descoberta essa que não é só dela, mais dele também.

Confesso, que me decepcionei um pouco com o final, por conta de não ver um desfecho na história de Clarissa e Vasco, maasss, concordo que é uma excelente crítica às tradições e culturas familiares que eram valorizadas demais na época em que foi escrita, críticas estas, que ainda existem, mesmo que em menor frequência.
Por fim, deixo aqui uma frase do próprio livro pra definir o que senti ao terminar esse livro.

"Não há nada de extraordinário nesta excursão. Aventura grande, sim, foi a da menina Alice no País das Maravilhas..."
Peço desculpas aos leitores fãs do Veríssimo, mais não achei nada de espetacular ou diferente a ponto de me fazer ler outros livros dele!!!! Talvez eu até os leia por curiosidade, mas....

Obrigada e até a próxima resenha!!!

2 comentários :

  1. Olá Grazi!
    Eu que agradeço pela parceria! Seu blog é encantador *-*
    Que pena que o livro não correspondeu às suas expectativas (odeio quando isso acontece! rs), mas confesso que não gosto de ler livros antigos por causa da linguagem mais complicada (como os livros que tínhamos que ler para o vestibular hehe). Gostei da Clarissa, uma pena a história dela não se desenvolver (todo mundo merece encontrar seu príncipe encantado, afinal!)
    Bjs!
    http://marcasindeleveis.blogspot.com.br/

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    1. Também acho Amandinha!
      Eu adorei a Clarissa, mas a meu ver o autor pecou em deixar essa lacuna, ou não mostrar mais claramente como ela ficou!

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