Legend: A verdade se tornará lenda - Marie Lu - Por: Lucas Ferrarezi


Como você imagina o mundo em 2130?
Belos prédios, carros voadores, equipamentos tecnológicos?...

Não é bem assim o futuro do EUA, agora conhecido como República, todos os cidadãos vivem sobre regime do novo governo, do qual considerando os outros como Colônias e intitulando como “rebeldes”. Após varias catástrofes mundo agora é outro, foi assolado por guerras, disputas constantes de território, comida e poder, além da pobreza e a miséria dos mais pobres uma doença está matando famílias, assombrando bairros mais pobres da República...
Ao completar 10 anos os jovens devem ser submetidos ao teste, uma prova que irá medir sua capacidade mental e física, sendo classificado de acordo com a sua nota, quanto maior for, melhor será seu prestigio, como uma boa universidade e trabalhando junto à República, mas quem não se sair bem no teste, não terá reconhecimento, destinados a ter um ensino simples e trabalhos inferiores.


Legend começa com a narração do Day, um jovem de 15 anos, muito astuto, ágil e perspicaz, tido como criminoso mais procurado acusado de vários outros crimes. Ele vem de uma família muito pobre, que vive no subúrbio da República, ainda muito novo fugiu após ter realizado o seu teste, agora sobrevive nas ruas como pode e ainda assim ajuda sua família a se manter com algumas ajudas secretas, pois eles acreditam que ele está morto, é melhor assim. Quando estava nos becos a procura de comida Day, encontra uma jovem, desolada naquele lugar, mas ela acaba se tornando a melhor amiga dele e companheira de suas aventuras.
June uma jovem considera uma pródiga, muito talentosa na escola, conseguiu atingir a nota máxima no teste, sendo a única, isso lhe deu a oportunidade de ir para a melhor universidade da Republica. Com apenas 15 anos se destaca entre os outros veteranos mais velhos, tirando sempre nota máxima, mas isso nunca é o bastante ela sempre quer explorar seu limite, mas acaba sempre quebrando alguma regra e tornando a inconsequente e irresponsável. Perdeu muito cedo seu pai e sua mãe, deixando sobre os cuidados de seu irmão Metias, seu irmão mais velho que trabalha para a República, sendo seu maior exemplo.
Mas a vida de ambos vai mudar e se interligar... após Day descobrir que seu irmão está com a praga, ele fica atormentado e tenta desesperadamente conseguir o antidoto para ele, sem dinheiro e nem tempo Day invade um hospital em busca, mas não os encontra... frustado e sem um plano, ele acaba se machucando ao pular do prédio do hospital numa altura de 3 andares, ao tentar fugir se depara com soldado da Republica, encurralado Day o ataca com a sua faca e então foge pela rede de esgoto.
Logo em seguida June se depara com a noticia que ira mudar o seu mundo, seu irmão a sua única família foi morto e o principal suspeito é o Day, a partir daquele dia ela faz uma promessa a si mesma que ela vai fazer de tudo para encontrar o assassino de seu irmão e o fazer pagar por isso! Muita coisa está por vim tanto para June quanto para Day, o destino reserva muita coisa...


Eu gostei muito desse livro, descobri-o em 2013, um pouco depois do lançamento, mas acabei relendo para me lembrar dos detalhes e continuar a saga, que acabei comprando no Black Friday, a nova edição da Rocco – tudo pela capa nova que achei extremamente bonita –. O que me chamou atenção no livro foi principalmente por ele ser outra distopia, mas ele acabou sendo mais intenso do que eu imaginava, apesar dele ser bem curto. Estou ambientado com narradores diferentes, nesse caso ela criou duas personalidades distintas e ao mesmo tempo parecidas, além de apresentar dois narradores personagens (Day e June), usando cada capitulo um narrador, mas além disso ela usa fontes diferentes e de acordo com o personagem, Day é mais informal e despojada, já a da June é formal e seria. É simplesmente incrível, já está é um dos meus livros favoritos. Ainda mais se você já tenha lido Jogos Vorazes ou Divergente, vai adorar Legend.

Bom mais uma resenha feita desculpem por não ter postado nada na outra semana, mas como era Carnaval, me dei uma folguinha... Até a próxima.

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