Compreensão - por: Humberto Moraes

"Compreensão!!!"

Uma única palavra que representa muito nas nossas vidas, pois vem de compreender que significa entender, assimilar, aceitar, mas não necessariamente concordar, tem uma distancia muito grande em compreender e concordar, de acordo com Dilthey, filósofo alemão, ação de utilizar a intuição ou a empatia como principio básico para analisar os processos sociais, ideológicos, culturais, históricos etc.

Quando nos deparamos com a seguinte frase, "mas você tem que compreender minha posição", abre um leque muito grande de possibilidades mesmo porque nos temos a prerrogativa de não aceitar a proposta ou formular novas possibilidades diante de diversas situações.

No meu entendimento esta palavra se aplica muito na hora de analisar as escolhas e posicionamento e/ou atitudes que temos que tomar nas nossas vidas no decorrer dos dias, fazemos isso de forma quase que automática para poder fazer nossas escolhas, muitas vezes a escolha não é correta e temos que recomeçar o processo de compreender o que ocorre.

A magia da vida é tão excitante que temos a possibilidade de avaliar de outra forma o caminho que escolhemos e traçar uma nova postura e buscar um novo entendimento, seja ele distorcido ou não, mesmo assim nos deparamos com situações que temos que confrontar o que ocorre para poder visualizar o melhor para todos.

Mesmo tendo a oportunidade de reformular ou de fazer uma nova analise temos que ter um caminho e uma referência senão nos perdemos no meio caminho ficando sem direção.


http://www.sonhosbr.com.br/sonhos/frases-e-mensagens/frases-de-compreensao.html


“Compreender é a arte de aceitar ou não algo que não lhe fique claro ou definitivo e conviver com a diferença que Deus criou para fazer um mundo melhor e mais divertido para todos e evoluindo sempre”. 

Desolada - Agatha de Assis

Desolada é um livro que pra quem observa sua capa, logo imagina ser algo de anjos e para tantos assim como pra mim a imagem de anjo é sempre remetida à algo bom, no entanto nessa obra a coisa é bem diferente.
A obra aborda temas como: amizade, confiança e fé de uma maneira bem lúdica e de fácil leitura, além de o cenário criado pela autora ser nada menos que a "Guerra Mundial"

Uma coisa muito bacana é a história acontecer em São Paulo, ter o profissional bibliotecário citado na história, e, mostrar através de uma mensagem subliminar que nem sempre o que é belo é o correto, afinal até anjos podem ser "demônios" tentando nos confundir.
Além disso, a capa é maravilhosa!!!







O LIVRO

Dakota (personagem principal) é conhecida como uma garota mimada e infeliz, e para esconder essa sua fama ela cria um "esteriótipo" de garota megera e promiscua.
Em uma determinada noite, ela dorme e sonha (sobrenatural) com uma jovem Paola (personagem) que é quase seduzida por um anjo e ao não ter sucesso em sua sedução, esse anjo revoltasse contra ela, revelando sua verdadeira face "demoníaca" e acaba por matar-lhe. Tais sonhos começam a fazer parte de sua vida, fazendo-a questionar-se se de fato aquilo era um sonho, ou estava sendo transportada para uma realidade no passado.

"... melhor tomar cuidado, "o mal" costuma aparecer como anjo que brilha e cega teus olhos, como sussurros que parecem melodias em seus ouvidos... como uma hipnose sem controle".
A partir desse sonho Dakota então percebe que sua vida não é e nem será a mesma, fato esse que faz com que ela mude até seu comportamento, a ponto de sua amiga Aline (personagem amiga de Dakota) querer saber o que está acontecendo e a mesma ser "obrigada" a falar. No entanto, o que a mesma não esperava é que sua amiga seria parte integrante da descoberta do real significado de seus sonhos.
Diante de tantas descobertas, Dakota recebe uma mensagem de sua bisavó, quanto a uma maldição existente na família a cerca das mulheres, que a fará ter mais fé, e crer mais nas coisas.

"... Querido Deus, eu não sei como pedir sua ajuda, nunca fiz isso. Não sou íntima sua, Mas se Tu existes, e é misericordioso como todos dizem. Vem a mim e me proteja. Existe um mal que me assola, um mal que me desola. Eu não tenho para onde correr. Ajude-me".
O livro traz em si uma fascinante história de anjos e demônios que se passam por "anjos" pra induzir às pessoas a fazerem e serem o que não são, e deixarem de crer.
Um sonho...
tentação...
uma escolha...
vários caminhos...
o que pode acontecer...
leia e você vai saber...

O reino das vozes que não se calam - Carolina Munhóz e Sophia Abrahão


O Reino das Vozes que Não Se Calam, como juntar tantos atributos e qualidades em uma única só palavra?
Pois é, esse livro é mais do que a união de todas as qualidades que um livro possa ter.

Sua capa e edição é linda, permitindo ao leitor um toque suave em suas mãos, tem um detalhe em brilhante que dá um toque de luxo ao livro, tornando-o mais perfeito ainda. Sua edição e diagramação foi feita de forma a fazer com que a leitura se torne mais prazerosa ainda.

A obra traz assuntos sérios e atuais tratados de forma mais dinâmica, como a depressão, o bullying e as relações familiares durante a adolecencia - que  a meu ver, podem ser refletidos e trabalhados de várias maneiras.











O LIVRO 

O livro conta a história de Sophie uma jovem de dezessete anos, totalmente tímida e "excluída da sociedade", fato esse que lhe faz passar por bullying e humilhações em sua escola, além de ter de enfrentar piadinhas de seus pais e, como se não bastasse, uma diretora "insuportável" em seu colégio. Por conta disso, ela se esconde sempre "atrás" de sua melhor amiga Anna e encherga o mundo sempre de forma "cinzenta e sem cor".

"... Sophie sempre via tudo em um único tom. Pálido, sem graça e triste..."

E após um dia turbulento e cheio de humilhações, numa festa onde estavam reunidos vários "colegas" de escola, ela chega em casa e como num passe de mágica é "transportada" para um reino mágico, O Reino das Vozes que Não se Calam, e imagine que nesse reino é tudo diferente do que a garota está acostumada a ver e sentir - ela é amada por todos, independente de suas características físicas e/ou psicológicas - além disso, ela conhece vários personagens fantásticos (sereianos, fadas, flores que cantam etc.), reino este que ha faz pensar ser criação de sua imaginação.

"Será que fui eu mesma que criei isso?"

E a partir desse reino, a personagem passa por um período de transformação e redescobrimento, fato esse que lhe permite perceber que a mudança interior dependia apenas e somente dela mesma.
E o mais fantástico é que durante esse percurso, Sophie conhece pessoas maravilhosas, seja no mundo real ou fantástico:

Léo - um garoto que além de super fofo é capaz de mostrar que com determinação é possível alcançar aquilo que pra muitos parece ser impossível;
Monica - uma garota que além de super antenada com o mundo "fantástico", mostra o valor da amizade entre os seres humanos.
Além deles os seres fantástico cada um representando uma parte de importante de Sophie (pelo menos ao meu ver):
Secrethy (Protetora dos segredos do Reino) - representando as amizades de Sophie - ou seja amizade = guardar segredos;
Mama Lala (Vidente) - representa o futuro - afinal é através dela e das cartas de Tarô que Sophie começa sua jornada para descobrir como ser feliz, cartas essas que instigam a jovem ainda mais em suas descobertas;


Sophie 

De garota "revoltada demais com o mundo... que fala o que pensa e o que sente..." a "... passarinho de asas quebradas..." e " intocável. Um ser perfeito..." ela nos mostra em sua história de vida que:

 "Ninguém pode fazer outra pessoa feliz. Nós precisamos encontrar a nossa própria felicidade."

Além desses, tem muitos outros personagens a serem descobertos e não menos importantes para a construção da história.




http://www.carolinamunhoz.com/blog/


Tive uma leve impressão que as autoras colocaram um pouquinho de si nessa fantástica história (afinal quem já teve o prazer de conhecer a Carol sabe que ela já sofreu bullying), além de é claro trazer semelhanças de outras obras fantásticas como Harry Potter (ah é a Carol é apaixonada pelo Harry rs!), além disso, quem ler verá a semelhança física que existe entre as personagens Sophie (Sophia Abrahão) e Secrethy (Carolina Munhóz).






Além disso, o que encanta ainda mais é a forma como as autoras foram capazes de mesclar o mundo real com o mundo da fantasia e dar um desfecho pra lá de emocionante ao livro. Além de é claro descrever os personagens e suas roupas maravilhosamente bem (aqui pra nós eu fiquei fascinada pelas roupas de Sophie enquanto estava no mundo mágico - até tive ideias para as roupas de natal e ano novo e se derem certo eu posto aqui pra vocês verem ^.^).

"Um vestido assimétrico... vestia um espartilho negro com decote de coração. Era bem justo, bordado com pequenas jóias escuras, e ostentava um trançado na frente e nas laterais. O cetim entrelaçado finalizava em um laço ..."





Entrevista - Jéssica Anitelli - 24 anos (Autora)

A pouco tempo resenhei o livro Volúpia aqui no Blog e agora trouxe com exclusividade uma entrevista com a autora Jéssica Anitelli - 24 anos.

"... na literatura, você tem emoção, que pode ser uma cena de humor, que te fará rir, ou uma cena triste, que causará as lágrimas..." (Jéssica Anitelli)









Aos 11 anos Jéssica teve o prazer de ler seu primeiro livro (Rua do Medo - O desafio - R. L. Stine), emprestado da biblioteca de sua escola


"Vi ali como poderia me deixar levar pelos livros. Não me recordo se li algum antes, mas esse foi o que me marcou para uma vida toda e o que me fez procurar por outros títulos." (Jéssica Anitelli)


Assim como tantos autores e leitores do Blog, Jéssica declara que é amante de Harry Potter, e declara que o bruxinho foi grande inspiração para que se tornasse escritora.

Além dos livros de J. K. Rowling, ela declara que gosta muito do livro Sétimo (André Vianco) por ser uma obra com cenário brasileiro e sobre vampiros.



"... com essa obra pude perceber que posso sim fazer fantasia usando meu país como palco..."


Sua leitura atual é o livro Maze Runner - Prova de Fogo. 

"... Simplesmente amo outras realidades, ver o que o autor imaginou ser possível acontecer com a nossa sociedade, o nosso planeta. Sou muito fã de narrativas futuristas..."




Se pudesse ser uma personagem Jéssica Anitelli escolheria ser a Hermione.


"Pensando bem... talvez eu seria a Hermione (se pudesse escolher ser um personagem)... Ela é inteligente, esperta, e se não fosse por ela, o Harry não teria feito nem metade das coisas que fez... Gosto de mulheres fortes que não dependem de ninguém e  não são sempre a vítima..."



Falando um pouco de suas obras:

Volúpia: A ideia surgiu a partir do clipe da banda sul-coreana "Big Bang" daí Jéssica prometeu a sim mesma que um dia iria escrever uma narrativa desse tipo, e em um momento em que estava escrevendo sua série de vampiros sentiu vontade de começar a escrever o Volúpia.

"... Eu queria um romance intenso entre Enzo e Clara e para não ser só mais um romance, optei pelas cenas eróticas e pela pitada de sobrenatural... escolhi personagens mais jovens e mais comuns..."


A autora declara ainda que escreveu o livro em apenas um mês, deixando de comer e por vezes de ir ao banheiro, tamanha sua inspiração.

Confira a resenha: 

Futuros livros:

A autora tem 6 (seis) livros publicados.
Está terminando sua série de vampiros A Herdeira 
"... Estou  bem no final, no climax, mas só me falta vontade para escrever as últimas cinquenta páginas. Dizem que isso se chama crise do término de série (risos), o autor fica se boicotando para não concluir..."

Além desses, a autora tem um livro de distopia escrito em parceria com o autor Allan Cutrim, refere-se a o golpe-militar no Brasil, e também um outro  chamado Violetas ao vento, trata-se de um drama juvenil onde será abordado temas como o machismo, a violência doméstica, a depressão e o suicídio. A autora declara que além desses, tem muitos mais projetos a serem desenvolvidos no futuro.

"... Cada obra é unica e sempre procuro deixá-las distintas uma da outra. Me inspiro às vezes em músicas, filmes, vídeos e até em outras personagens, mas não em pessoas..."
 (Jéssica Anitelli)


Redes Sociais: 

Confusões em Paris - Vanessa Sueroz

Confusões em Paris é um livro pra lá de divertido, afinal um grupo de adolescentes resolve viajar para Paris e se divertir por todos os lugares que visitam. No entanto, tudo se torna mais divertido ainda, afinal levam a "pequena ruiva" Patrícia - 17 anos (personagem principal) sem que ela saiba, e como se não pudesse piorar, os amigos resolvem uni-la ao Ricardo Souza (personagem - que Patrícia não admite amar). Durante o percurso da viagem, Paty vai descobrindo que o Ricardo que ela conhece na verdade pode ser totalmente carinhoso, atencioso e quem sabe o grande amor de sua vida.
O livro, faz lembrar alguns filmes de adolescentes que já assisti, e por diversas vezes me fez rir sozinha na sala de casa enquanto lia.
Outro fator muito bacana na história é a maneira como a autora consegue descrever alguns pontos turísticos de Paris de forma a fazer o leitor imaginar estar no local, sendo assim eu viajei para lugares que são sonhos de muitas garotas, só nessa obra...

Torre Eiffel



Arco do Triunfo


Museu do Louvre
... Enfim, mais vários lugares de Paris.

E você, o que faria se fosse viajar sozinho (a) com seus amigos para um país desconhecido?

"... eu iria caçar marcadores de páginas diferentes para minha coleção, compraria lembrancinhas para meus parceiros e alguns para sortear para os leitores do Blog... compraria muita roupa... caçaria famosos... com certeza iria na Torre Eiffel só para a realização de um sonho de infância... e com certeza, faria todo o trajeto dessa turma do livro, para imaginar a cena acontecendo...."