[Resenhas] - Sob à pele - Pâmella Marcenal

Jullie Clark (personagem principal) uma jovem cheia de problemas pessoais.
Com uma mãe alcoólatra, um pai ausente, e relacionamentos que só fracassam e a iludem, acaba por acreditar que a vida seria mais fácil se fizesse com seus futuros relacionamentos o mesmo que fizeram com ela até aquele momento, iria então, jogar na mesma moeda.

 
"... modo vadia sem coração ativado..."


Apaixonada por Matt ela se depara com o imprevisível ao acontecer algo que a mesma não esperava, já que surge então em sua vida Aaron Donavan (personagem), a partir de então passa a viver um triângulo amoroso, e descobrir quem de fato vale a pena, e ainda, descobrir que as pessoas podem lhe surpreender, até mesmo às que ela pensa amar.
No entanto, ao decidir se tornar essa "... vadia sem coração..." ela percebe que a vida lhe propõe novas formas de enxergar e encarar a vida.
Esse livro, é muito viciante, e não dá vontade de largar até mesmo quando acaba a última página, e através da história de vida de Jullie é possível extrair vários ensinamentos.

Diante de tantas decepções, ela descobre que não "... pode odiar as rosas porque uma (a) espetou...".

Conforme já mencionado anteriormente, Jullie Clark e Aaron Donavan mostram através de suas histórias de vida que mesmo diante à problemas, por piores que sejam, deve-se erguer a cabeça e seguir em frente com coragem.

Afinal imagine se por um momento de sua vida você tivesse o seguinte pensamento:
".... naquele momento, me vi vazia, com a sensação de que não era boa o suficiente nem para que a minha própria mãe gostasse de mim... Se minha mãe bebia para esquecer o quanto a vida dela era ruim, então eu não havia conseguido fazer da vida dela um lugar melhor..."

Ou então, se visse diante daquele que em seu coração esteve um dia, e percebesse que o mesmo na verdade não era flor que se cheire e que ele seria capaz de causar as piores lembranças de sua vida?!

A Pâmella Marcenal (autora do livro) só tenho a agradecer por ter me proporcionado ler uma história de qualidade, que há tempos não tive o prazer de ler, uma história que no mesmo momento em que provocava alegrias, provocava também tristeza, raiva e vontade de encontrar alguns personagens só pra lhes dizer o quão "canalhas" foram.

Daqui com certeza sairá uma entrevista, afinal, tenho muitas coisas a perguntar pra Pâmella.

Lilith: meu amor da escuridão - Adriana Vargas

Sinopse:

Quando chega a noite, meio à escuridão, ela surge linda, faminta de almas... 
Zephyr apenas queria aprender o ofício do pai - embalsamar cadáveres no pequeno e pacato vilarejo de Piraputanga. Frequentador de cemitérios nos momentos de reflexão, ele passa a ser assombrado pela inesquecível presença de Lilith, um demônio que lutará até o fim para roubar, não somente seu coração, sobretudo, sua alma.



Esse é o primeiro livro que leio da autora Adriana Vargas, a partir de uma indicação da leitora e amiga Lorena Miranda "que diga-se de passagem é super fã da autora"- e a meu ver, ele é um bom livro pra quem curte histórias "macabras" que falam de cemitérios, góticos essas coisas, não que eu não curta, talvez eu esteja enganada, mais pra mim ao final da obra ficou faltando algo mas enfim, é um livro que dá pra ler em um dia tranquilamente.

O livro é um romance mesclado com o "sobrenatural", chegando em algumas partes colocar-nos a pensar se de fato essa história aconteceu na vida real.
Mostra um personagem Zephyr (personagem principal) totalmente excluído da sociedade por seu estilo e jeito de ser, fato esse que o fez se afastar ainda mais após o falecimento de seu pai (agente funerário em vida). Após a morte de seu pai, ele dedica-se à mesma profissão de seu pai e não imagina o que está por vir, nem mesmo, que a sua aproximação com a morte lhe causaria tantos problemas, e ao mesmo tempo, lhe traria Lilith (personagem - deusa sedenta por vingança), e "Y" (personagem - jovem blogueira por quem Zephyr se apaixona).


Lilith foi uma deusa muito cultuada na mesopotâmia, comparada a lua negra, à sombra do inconsciente, ao mistério, ao poder, ao silêncio, à sedução, à tempestade, à escuridão e à morte. (dicionário dos símbolos)

A Escolha - Kiera Cass















O que falar de um livro sensacional como esse da Kiera Cass, bom para além dos triviais "livro lindo, fofo, maravilhoso", é possível observar que a história foi escrita de uma maneira que é possível ver como um livro completa o outro, de modo a deixar qualquer um "louco" de vontade de ler o próximo até que a história de seu final - comigo pelo menos foi assim.

América (personagem principal) uma das concorrentes a princesa, mesmo tendo entrado na Seleção sem vontade, se envolve de tal maneira nessa história de ser princesa, que passa a fazer o possível para agradar o Príncipe Maxon e seus pais.

A obra traz em si momentos tristes, afinal, imagina estar "enclausurada" em uma "disputa" e descobrir que um ente querido morreu, sem nem ao menos se despedir, a não ser é claro através de cartas.

"A dor vem em momentos esquisitos... precisava juntar os cacos para o bem de todos. Mas, de vez em quando acontecia algo que eu queria contar a ele, e então a dor voltava e eu desmoronava..." (Maxon)

Para os que acham que é simplesmente fácil ter a coroa, fica a dica:
"Não desejar a coroa, talvez a torne a melhor pessoa para usá-la"

Kiera (a autora) soube dar um encerramento pra lá de sensacional a obra, fazendo com que "eu" pelo menos - como fã de Aspen (personagem) enxergasse que nem sempre o que é bom pra gente "enquanto leitor" é o que dará um final bom ao livro, afinal de contas América demorou pra demonstrar seu amor pelo príncipe, deixando sempre uma pontada de dúvida em quem estava lendo.

Esse é um livro que vale a pena ler pois, além de ter uma leitura totalmente agradável, nos faz imaginar por diversas vezes que somos parte integrante da obra e das cenas.

A autora é capaz de surpreender com o final da obra, afinal o que pode acontecer com uma concorrente que entra na Seleção pelo simples fato de ter comida pra ela comer?!

"Uma das lições que aprendi na Seleção é que avançar significa conciliar seu vida antes do palácio com o futuro que aguarda adiante. Espero dar hoje um novo passo para a união desses mundos".

[#DesafioLiterário] - 10 livros que me marcaram na vida

Fui desafiada pela leitora e amiga Michele à falar de 10 livros que mais me foram marcantes no decorrer de minha vida.
Poxa!!! Isso é um pouco difícil, tendo em vista que tem muito mais do que 10 livros que me foram marcantes, e isso seria injusto, no entanto vou tentar, mesmo que depois eu tenha que fazer um post #DesafioLiterário2 rsrs!!!


1. O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
Bom escolhi ele primeiro, por que esse livro me trouxe muitas coisas boas, dentre elas ensinamentos que levo comigo por onde quer que eu vá.

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."

Além disso, esse livro apareceu em minha vida de uma forma meio esquisita, um belo dia minha vó ganhou uma caixa de livros doados e lá estava ele faltando algumas páginas, peguei ele pra ler e não sei se por que não era o momento, não consegui prosseguir com a leitura... mais tarde ganhei ele de uma amiga na faculdade e li ele por mais de uma vez.


2. Sem Família - Hector Malot
Essa obra, foi muito tocante em minha vida, já que apareceu em minha vida num momento de questionamentos e conflitos.
Se não me falha a memória, conta a história de um garoto que vive em busca da realização de um sonho, que é o reencontro com seus pais verdadeiros, jamais deixando de amar os que lhe adotaram.
Até hoje tenho a obra, que por ser antiga não tem capa (danificou com o tempo), esse é um livro que quero voltar a ler algum dia, e prometo resenhar aqui pra vocês.





3. Turma da Mônica - Maurício de Souza
Essa turma foi parte integrante de minha infância, lembro que minha irmã e minhas tias fazíamos rodízio dos Gibis pra todas lermos, era uma diversão e tanto.
Quando lançado o Turma da Mônica Jovem, me emocionei, e coleciono até hoje, mais emoção maior ainda, foi quando o Maurício de Souza deu uma entrevista para o Faces de Uma Capa e ainda fez um desenho pra mim ^.^.




4. Harry Potter- J. K. Rowling

Coleção mais que especial em minha vida, já que através de cada personagem eu via um pouco de mim, isso sem falar é claro, nas tantas vezes que sentia que os personagens eram mais meus amigos do que meus próprios amigos.
Gostei tanto que cheguei a ler 5 vezes a coleção, e com certeza leria novamente.






5. A última música - Nicholas Sparks
Taí outro livro que me acompanhou num momento muito difícil de minha vida.
Pensa como chorei nesse livro, ele é lindo, e escrito de modo a fazer com que o leitor sinta-se parte presente da família da obra.











6. A Moreninha - Joaquim Manoel de Macedo
Mesmo sendo meio que induzida a ler tal obra (por conta do colegial), esse livro foi uma descoberta e tanto dentre a literatura brasileira pra mim.











7. Que saudade de você - Eli Correa
Esse livro me acompanhou durante a infância e adolescência, já que minha vó adorava ouvir o Programa Que Saudade de Você do Eli Correa, e eu toda tarde sentava pra ouvir com ela, ai de vez em quando eu leio um texto ou outro e me recordo dos bons momentos já vividos.









8. O pequeno filósofo - Gabriel Chalitta
Muito similar ao pequeno príncipe, no entanto com uma linguagem diferente. Traz em si vários e excelentes ensinamentos.
Além de mostrar como é a inocência de uma criança, e como é produtivo e de grande valia a interação entre criança e adultos.










9. O caçador de pipas - Khaled Hosseini
Além de ser um companheiro em minha adolescência, esse livro foi o primeiro presente que ganhei de meu marido (na época namorado).
Apesar de ser uma história muito forte, é uma obra muito gostosa e emocionante de ler.






10. Quero deixar o número 10 para todos os autores parceiros do Faces de Uma Capa, afinal com eles tenho aprendido muito, inclusive o quanto a literatura brasileira pode ser tão boa quanto as traduções.


Vou lançar o desafio para 10 amigos pelo face e para vocês leitores aqui nos comentários... vamos lá... e você cite 10 livros que marcaram sua vida de alguma maneira.

Encontro online - NRamiro





Galera ai está o resultado do Primeiro Encontro Online do Faces de Uma Capa, com a autora Nathália Ramiro, já entrevistada aqui no blog.

Pequena Abelha - Chris Cleave

Pequena Abelha é uma narrativa de duas mulheres (Pequena Abelha e Sarah - Personagens principais) que são unidas e separadas pelo destino de uma forma não muito comum, no entanto, o destino dá uma volta fazendo com que elas se reencontrem e provem uma para a outra que o reencontro entre ambas valeu a pena, mesmo que o primeiro encontro tenha se dado em meio a tantas tragédias.

Pequena Abelha, uma menina nigeriana, que fica presa num centro de detenção de imigrantes em Londres, que vive em busca de sua liberdade, e no momento que tem liberdade mesmo que ilusória "por se tratar de uma refugiada", resolve ir em busca de um casal que marcou sua vida de uma maneira inesquecível, no entanto o que ela não sabia ou imaginava era que sua visita poderia se tornar algo negativo ou quem sabe, algo que mudaria a vida de Sarah por completo.
Sarah uma jornalista, casada, mãe de um garoto de 4 anos que usa roupa do Batman, e apresenta comportamentos que Sarah nem sempre sabe lidar.

Duas histórias diferentes, que ao se cruzarem são capazes de mostrar ao leitor o quanto precisamos um do outro, e do quanto a humanidade precisa evoluir e ajudar o próximo só assim haverá a verdadeira paz.

Dentre tantas, a parte do livro que mais me chamou a atenção, foi a parte em que a Pekena Abelha sai do Centro de Detenção e vê o que há fora dos portões escuros que teve que encarar durante anos, parte esta em que a personagem narra como é difícil encarar aquilo que não estamos acostumados, no caso dela a claridade, o cheiro da grama, afinal não deve ser nada fácil ficar presa sem nem ao menos ver a luz do dia.

"...Estamos sempre precisando sair de algum lugar. Onde quer que seja isto aqui, há sempre um bom motivo, para sairmos. Essa é a história da minha vid. Sempre fugindo... sem um momento de paz... acho que vou fugir sempre até o dia em que me encontrar com os mortos."
O livro é uma obra muito forte, e emotiva, no entanto de fácil leitura.

Entrevista - Flavio Sanctum 38 anos (Autor)



Recentemente, postei a resenha do livro Nada Mais do Que Isso do querido Flavio Sanctum, 38 anos, e agora enfim, trouxe a entrevista dele dada ao faces de uma capa.

Amante de escrever desde criança, Flávio Sanctum, além de escrever ele quando criança, brincava com seus primos e sempre inventavam muitas brincadeiras e personagens.
"... Já tivemos uma escola de vôlei, uma empresa de cartazes, tudo imaginário. Hoje consegui fazer dos meus sonhos uma realidade e trabalho com Teatro em uma grande instituição conhecida mundialmente, estudo artes cênicas e escrevo livros de ficção e acadêmicos..."
O autor sempre gostou de ler e mesmo antes de escrever ele ditava várias histórias para sua professora do Jardim de Infância escrever, depois a mesma pedia para que ele ilustrasse suas histórias no verso da folha.
"Pé de Pilão - Mário Quintana... Eu lia esse livro quase todo dia na biblioteca da escola. Depois de grande comprei o livro e tenho na minha estante. Gostava da forma poética dele escrever e dos desenhos. Mas como meu pai trabalhava em uma gráfica eu sempre lia muitos livros, adorava ver os livros sendo produzidos. Cresci no meio de livros e folhas...".
Sua leitura atual, é o livro O dia do Curinga - Jostein Gaarder parte integrante de uma pesquisa acadêmica que o autor está fazendo.
A leitura para Flávio Sanctum abre a imaginação, "...a criação de um outro mundo...".
Se pudesse escolher, escolheria ser o Homem Aranha, pelo simples fato de gostar de sua roupa.
Flávio, gosta de livros de teatro, tendo como seu livro favorito A estética - Augusto Boal "... a política envolvida em sua teoria me deixa muito instigado e com vontade de aprender, ensinar e modificar o que não me agrada no mundo...".
Fale sobre sua obra Nada Mais do Que Isso já resenhado aqui no blog:
"... Eu quis escrever para outros jovens que estivessem se descobrindo apaixonados por alguém do mesmo sexo. Escutamos dizer que os gays são promíscuos, estão endemoniados, mas o que eu sentia era tão bonito e sensível que fiquei com muitas dúvidas se era certo ou errado. E não tinha em nenhum lugar nada que me explicasse sobre o que se passava comigo ou que me desse esperanças de que eu não era doente. O único livro que eu tinha que falava de homossexualidade era um sobre saúde e dizia que era um desvio emocional ...".
O autor tem vários projetos, mais algumas ideias de livros para jovens gays, além disso, fará 20 anos no Centro de Teatro do Oprimido e está com sua pesquisa de doutorado em andamento.
Quanto ao blog Faces de Uma Capa, o autor deixou o seguinte recado, que me deixou muito feliz:
"Acho muito importantes a iniciativa do blog Faces de Uma Capa, pois tira das grandes editoras a divulgação exclusiva dos livros.. quanto mais espaços tivermos para divulgarmos livros que não temos acesso fácil melhor... continue a espalhar as faces de várias capas pela internet..."

Bienal do Livro: entre amigos, parceiros, leitores e blogueiros

Galera, como não pude ir no segundo final de semana na Bienal do Livro SP, procurei entre os leitores do Blog alguém que tenha ido para deixar suas percepções aqui pra gente.

Claudia Ferreira, 17 anos, leitora do blog e amante de livros, foi a escolhida para dar suas percepções quanto a esse evento acompanhado por vários amantes de livros e leitura.


Começo esse texto dizendo que nada como um bom livro para nos levar para onde quisermos sem ser preciso sair de casa. Imaginar, conforme as características dadas no livro, como seria seu personagem favorito, e o cenário, onde passa a maior parte da história, é algo único. 

Para leitores fanáticos, como eu, não existe nada melhor. Comprar um livro novo, aumentar sua coleção e sentir o cheirinho das páginas que mal foram abertas, não é muito fácil de conseguir. Há não ser pela internet, ou em sebos de livros, as livrarias não nos proporcionam muitas opções de preços. Uma solução? 

A Bienal do Livro de São Paulo!

A Bienal do Livro é um evento cultural, que reúne várias editoras brasileiras e estrangeiras para apresentar lançamentos e títulos entre outras coisas muito legais. Ocorre a cada dois anos, por isso durante todo esse período, o pavilhão da Bienal recebe muitas pessoas, de diversas cidades.

            Esse ano fui em dois dias. No primeiro e no último final de semana. 

Comprei sete livros por 150 reais (foto abaixo) e tive o privilégio de ver o Ziraldo de perto. Criador do Menino Maluquinho.



Entre outros escritores e cartunistas, também apareceram por lá: Thalita Rebouças (Fala Sério, mãe!), Mauricio de Sousa (Turma da Mônica), Paula Pimenta (Fazendo Meu Filme), Bruna Vieira (Depois dos Quinze), Cassandra Clare (Cidade dos Ossos), Lucinda Riley (A Casa das Orquídeas) e muitos outros!


Mas é claro que nem tudo é perfeito, e por experiência própria, ai vão algumas dicas para você que se interessou, nunca foi, e pretende ir em 2016:

: Compre o ingresso antes, se não, se prepare para ficar na fila por duas horas! Essa dica também serve para sessão de autógrafos e fotos com o seu escritor favorito.

: Leve garrafinha d’água e alguma coisa para comer depois. As filas para as lanchonetes e barraquinhas são enormes e os preços das coisas são um pouco caras.

: Mochilas e malas serão sempre bem-vindas. Você pode chegar com as mãos abanando, mas com certeza sairá de lá com elas cheias!

: Esteja preparado para andar bastante! O pavilhão é enorme e sempre terá estandes para você conhecer e se esbaldar!

: Pesquise bastante. A variedade de livros é enorme! E os preços também.

Seguindo todas essas dicas, tenho certeza que você se divertirá bastante, como eu me diverti. Oportunidade como essa não ocorre o tempo todo (só a cada dois anos). Por isso aproveite, tire fotos e compre livros! Não há limites para ler!