Nada mais do que isso - Flávio Sanctum



George (personagem principal) muda de São Paulo para o Rio de Janeiro e não esperava encontrar amigos como Michel e Angela (personagens). O que era pra ser apenas uma mudança, se torna algo muito maior que uma mudança, já que ele se envolve entre inúmeras aventuras e conflitos pessoais, fazendo-o perceber que esconde dentro de si desejos considerados proibidos por toda uma sociedade.
O que ele não sabe e nem imagina é que existe um espião entre eles, Browzinho (personagem) que mesmo sendo excluído da turma, tenta a todo custo se enturmar com o grupo, nem que para isso tenha que ultrapassar barreias.


Pode ser considerado um livro bom, com fácil linguagem.

Apesar de uma leitura fácil, a obra traz em si questões muito discutidas nos dias de hoje. O livro traz em si questionamentos quanto a homoafetividade  e os tabus ainda existentes quanto à sexualidade das pessoas.

A obra é escrita de modo a fazer o leitor entender o que se passa na cabeça de um indivíduo que sofre preconceitos e recebe rótulos negativos a todo momento, de toda uma sociedade. Além disso, mostra como é difícil a não aceitação.

Achei muito lindo quando um dos personagens falam a seguinte frase:

"... eu já parei de pensar o que é normal ou deixa de ser... 
Eu faço o que tenho vontade...".
Além dessa, tem mais um monte de frases que nos fazem refletir bastante a cerca de nós mesmos.
  
Para Comprar: http://www.metanoiaeditora.com/loja/products/NADA-MAIS-DO-QUE-ISSO.html

Bienal do Livro: entre livros, leitores e autores

Ontem por mais irônico que possa parecer, fui pela primeira vez na Bienal do Livro (SP).
O evento é bem interessante já que reúne inúmeros leitores, blogueiros, autores e diversos profissionais ligados ao mercado editorial. Além disso, é inevitável não observar as belezas das vitrines dos estandes, com personagens, enfeites e muitos autores presentes e acessíveis, mesmo diante a tanta gente.

No entanto o que muito me decepcionou foi a falta de organização do evento, que a meu ver poderia ser melhor, se tratando de um evento de grande porte e tão bem mencionado.

Apesar de quase não conseguir andar, me alimentar muito mal e quase não conseguir comprar nada por conta das enormeessss filas, consegui dedicar meu dia aos autores(as) parceiros do Faces de Uma Capa e alguns outros brasileiros, e não me arrependi, já que além de novos parceiros, fiz novos amigos e isso é o mais legal de tudo.

Outra coisa que me decepcionei um pouco é ver que um evento como esse mantém o preços de capa na grande maioria dos livros, iludindo aos que vão achando que os livros estarão mais baratos. De fato algumas coisas encontram-se com desconto, mais a diferença não é tanta.
Fiz uma pesquisa muito rápida pra ver se compensava enfrentar as filas, e percebi que é possível pagar mais barato em livrarias.

Mais como tudo tem seu lado bom e ruim, a Bienal não é diferente já que é possível conhecer bastante gente legal, conhecer autores muito bacanas e ganhar muitos e muitos brindes e marcadores - para aqueles que são colecionadores assim como eu, vale a pena andar pelos estandes caçando marcadores, desde que esteja com disposição pra enfrentar filas "rs!", outra coisa bacana é a interação que a Bienal nos permite com pessoas com vários gostos literários. Além disso tudo, a Bienal proporciona algo muito bom, que é dar acesso à novas tecnologias no mercado livreiro, aproximando as várias classes sociais desse universo imenso da leitura.


Quero deixar aqui meus agradecimentos para as autoras na foto (Simone O. Marques; Jéssica Anitelli; Adriana Vargas) e os outros que não saíram nas fotos, por proporcionar pequenos mais satisfatórios momentos a uma leitora amante de seus livros e suas histórias, mesmo diante a uma multidão.






Mesmo diante da multidão e da falta de organização do evento, me diverti bastante e tive o prazer de ganhar alguns mimos, e ver personagens muito bacanas de nossa literatura e outras literaturas.

Recomendo aos que forem, comprar ingresso antecipado pra evitar a enorme fila da bilheteria, além disso, levar um lanche de casa, que além de bem mais saudável, sai bem mais barato, e evita filas, e ainda, ir com roupas leves e confortáveis, já que os espaços não dão conta da quantidade de pessoas e fica muito calor.











Sábado dia 30 estarei novamente no evento para prestigiar o lançamento dos autores:
 

Eva Zooks - Lançando o Cicatrizes

 

Paulo Siqueira - Lançando As histórias do Papai

 
 
Além de prestigiar outros autores e amigos.
 
Aos que quiserem me conhecer pessoalmente deixem comentários, ou me procurem no facebook, vou distribuir por lá marcadores do Faces de Uma Capa e mimos aos leitores do Blog.
 

O reverso da medalha - Sidney Sheldon



Não é de hoje que sabemos que Sidney Sheldon, é um excelente autor.
Eu já havia lido alguma obra dele em minha adolescência no entanto não lembrava quão bom escritor ele é.
Tendo em vista a época em que o autor escreveu a obra (1994), é interessante ver quão moderna é sua linguagem e a trama que acontece.

Se tratando de "O reverso da medalha", devo admitir que foi uma excelente indicação dos meus queridos primos e amigos, já que a obra é cheia de histórias com uma trama envolvente do início ao fim, fazendo com que o leitor não queira nem sequer por um minuto parar de ler.

A história gira em torno de um império de exploração de diamantes deixado a Kate Blackwell (uma das personagens principais), império este, causador de muita tragédias e maldições. Maldições estas que não couberam em uma única geração, mais sim em várias, e todas narradas na obra.

Esse império começa a partir de Jamie McGregor (personagem), garoto humilde e sonhador e cheio de vontade de tornar-se rico, que ao ser enganado, começa uma busca incessante pela vingança. A partir disso essa "maldição" começa a acompanhar a família Blackwell, tornando a cada geração que passa mais forte ainda.

Sidney em sua narrativa, é capaz de desenrolar a história do início ao fim de maneira envolvente, de forma que quando achamos que o livro vai esfriar em seus acontecimentos, volta pegando fogo. E por vezes a maneira como o autor escreve nos dá a impressão de estarmos naquele exato momento e lugar. Chegando até mesmo à nos colocar na pele dos personagens, tanto nos bons momentos como nos ruins.

Seus personagens despertam amor e ódio ao mesmo tempo... se é que isso é possível.
Além disso, o autor deixa em sua obra um final com gostinho de quero mais!!!

Para quem curte série, vale a pena saber que o livro do Sidney deu origem a uma série intitulada: Master Of The Game - que para quem sabe inglês vale a pena assistir:

Entrevista - Reynaldo Araújo 22 anos (Autor)

Boa noite leitores, recentemente fiz uma resenha do livro Scarlet - Reynaldo Araújo e hoje trago a entrevista feita com o querido e atencioso autor da obra Reynaldo Araújo.

Com apenas 22 anos de idade, Reynaldo se intitula "... de fácil convivência, basta ter um bom senso e ter paciência para lidar comigo no dia a dia",  além disso, o autor gosta de muita rapidez quanto às coisas que acontecem em sua vida "... ás vezes é ruim, pois na vida, para algumas coisas, precisamos ter um pouco de paciência..." - me identifiquei muito com isso (rs).
Como grande parte dos jovens, Reynaldo gosta de sair com os amigos e andar de skate e patins.


"Sou apaixonado por livros e seriados e sempre que posso estou agarrado em minha cama curtindo algum seriado. Escrevo e desenho desde muito pequeno e sempre tive facilidade para criar histórias e personagens."

Além disso, Reynaldo diz que qualquer tipo de relacionamento a seu ver se constrói a partir de confiança e respeito.





Seu primeiro livro lido foi??? "... se eu não me engano - Infância Roubada - narrava a história de uma moça que foi vendida pelos pais para um minerado e acabou se apaixonando pelo amigo dele, que no final tiveram um caso e o marido matou os dois... e gostei muito".

Sua leitura atual é "Se eu ficar - Gayle Forman" "... estou no início da leitura, não tenho muito o que falar. Comprei pela capa (risos)".



Para Raynaldo a leitura é "... uma forma de nos permitir voar. De entrar em um outro universo e por um segundo sentir na pele uma dor que não é nossa".



Se pudesse ser um personagem, seria: Doroth do mundo de OZ. É a personagem clássica mais bem construída a meu ver.

Seu livro favorito é O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman






"... Adorei a ideia deste blog de resenhar livros e falar um pouco dos autores dando abertura para que os novos talentos se destaquem. É uma ótima forma de fazer com que o mundo conheça o nosso trabalho e também este maravilhoso blog...."


Seus Livros:



SCARLET - um romance escrito quando eu estava com menos de 18 anos. A ideia de escrever este livro meio que surgiu do nada numa terça feira chuvosa na qual estava tentando criar uma estória para postar no meu blog. Ao desenvolver o prólogo do livro simplesmente não quis parar e tive várias outras ideias para inserir no enredo.
Quem quiser pode ver a resenha do Faces de Uma Capa: http://www.facesdeumacapa.com.br/2014/07/scarlet-reynaldo-araujo.html





CENSURADO: surgiu a partir de um convite de uma editora para que me unisse a outros 5 autores para que cada um desenvolvesse um tema sexual de sua preferência. Ao final os contos seriam reunidos e publicados nacionalmente com lançamento em São Paulo e Rio de Janeiro.






FORA DO MEU AQUÁRIO: são crônicas, textos que escrevi e nunca publiquei por medo ou até mesmo vergonha das palavras escritas.







Ao ser questionado se tinha mais algo a comentar o autor disse o seguinte (Risos):

"... Ahhhhh, tô solteiro (risos)...."





SITE do Autor: www.reynaldoaraujo.com

Dois livros Maravilhosos

Boa tarde,
... no final do domingo resolvi pegar livros em minha estante aleatoriamente pra ler, e como sempre, me surpreendi com histórias além de maravilhosas, encantadoras e cheias de lições para a vida. Com isso, resolvi compartilhar mais essa experiência com vocês e convida-los a ler tais obras, pois valem a pena.




O Pequeno Príncipe
Antoine de Saint-Exupery

Conta a história de um aviador que após uma pane no avião em que estava, se vê perdido no deserto do Saara (África), no entanto, no momento em que está tentando fazer seu avião voltar a funcionar, se depara com um menininho "O Pequeno Príncipe", menino este que lhe enche de perguntas e o leva a conhecer sua história, o local onde vive através da imaginação.

Uma história que a meu ver serve tanto para criança, quanto para adultos e traz em si lições para a vida e faz com que lembremos da nossa infância em vários momentos, chegando por vezes até a esboçar um sorriso durante a leitura.

O Principezinho é capaz de mostrar a pureza e simplicidade existente numa criança de uma forma mágica.

Um fato muito notório na escrita do autor é a preocupação em mostrar que viver no mundo das crianças é muito mais gostoso, como por exemplo, quando o Pequeno Príncipe fala que os adultos se dão ao trabalho de se importar com tantas coisas "inúteis", como quando reparamos a veste de uma pessoa e a ela atribuímos um "rótulo" (pré-julgamento), e isso é bem verdade, afinal é muito fácil uma criança retribuir um sorriso a um mendigo independente da vestimenta do mesmo.

Dentre tantas lições existentes na obra, deixo a que mais gostei aqui registrada para vocês, e convido aos que já leram à deixar nos comentários deste post suas percepções e as lições tiradas desse maravilhoso livro.

"... É preciso exigir de cada um, o que cada um pode dar..."


Pra quem gostou do Pequeno Príncipe, também vai gostar de O Pequeno Filósofo - http://www.facesdeumacapa.com.br/2014/01/o-pequeno-filosofo-gabriel-chalita.html

O Velho e o Mar
Ernest Hemingway

Já tinha ouvido falarem de tal obra anteriormente, no entanto, só se pode confirmar a máxima da obra ao lê-la.
O livro traz uma história de uma constante batalha entre o homem e a natureza, onde pescador entra em constante batalha com o mar em busca da pesca.
Essa batalha, deixa ao leitor a escolha da vitória ou derrota, acredito que cada leitor interpreta de uma maneira, tudo dependerá do ponto de vista do mesmo.
O personagem Santiago ao mesmo tempo que traz em si uma descrença por não conseguir pescar, ele acredita que está sem sorte, luta até o final em busca de sucesso, e esse e o ápice da narrativa, já que faz com que o leitor queira ir até o final para ver o que será dele.

"...Existem muitos pescadores bons e alguns mesmo ótimos. Mas como você não há nenhum...."

E ao meu ver a vida é assim, afinal ninguém é melhor que ninguém, somos todos 'iguais", com personalidades, gostos e atos diferentes mas ninguém é igual a ninguém.

Recomendo as obras por igual.

[Livros de Domingo] - Livros pra ler num domingo qualquer!

Às vezes chega aquele finzinho de domingo e você já pensa nas coisas que tem a fazer durante a semana mas, de repente vem àquela sensação de vazio... àquela busca pelo que fazer, então separei aqui dois livros muito gostosos e fáceis de ler pra que vocês se deliciem assim como eu me deliciei.





- As histórias do Papai (Será lançado na Bienal do Livro - 30 de Agosto - com a presença de uma contadora de histórias e dos autores Paulo e Manoela)
Conta a incrível aventura que és passar momentos ao lado de seu pai, aproveitando que hoje é dia dos pais, esse livro remete o leitor a lembrar da infância e momentos engraçados da vida. E aos pequenos, traz uma fantástica história de amor e união familiar que vemos muito pouco nos dias atuais, além disso o amor ao próximo.


- Palavras: minhas alma e espada
Do autor Elder Prates, é um livro com vários sonetos que nos faz pensar na vida e no que vivemos no dia a dia. Fatalmente ao ler alguns sonetos lembrei de pessoas, momentos e situações vividas por mim, fazendo-me pensar que o autor tinha escrito esse livro direto pra mim. Conforme já mencionei anteriormente, não tinha costume de ler poemas, poesias e sonetos, mas pude perceber o quão eles podem agregar em nossas vidas.

Deixo aqui uma frase de Elder que muito me fez pensar, e inclusive me questionar...

"...A leitura não me torna gênio, mas com certeza tira-me da mediocridade..."


Samhan - Simone O. Marques

Para quem quer ler essa Saga - veja a resenha do 1º livro da série Paganus:





" A igreja lhe tirou a família,
  A Deusa a lançou no mar,
O Destino fará seu coração sangrar"

O segundo livro da série Paganus chama-se Shamhan e é deste que venho hoje falar com muita alegria já que a obra é fantástica igualmente à primeira.

Um novo ciclo, uma nova terra (dessa vez o Brasil, e melhor que isso, é o momento em que a obra se passa - escravidão e igreja tomando conta da sociedade) Daniele (personagem principal) tem uma missão a ser cumprida, missão esta que nem ela mesma sabe, mas sabe que está no caminho certo.
Diante de novas terras, novos amigos, ainda é possível existir inimigos, os quais continuam vindo atrás dela para exterminá-la pelo simples fato já mencionado na resenha do Paganus que é questão de julgarem-na Bruxa.
Só que ela não imagina que nessa nova terra uma tragédia ira acometer sua família, fazendo-a se aproximar ainda mais de sua missão e pessoas que ela nem imaginava encontrar.

O momento em que ela dá a luz é descrito com uma amplitude de detalhes, que faz o leitor pensar que está ali junto dela, ainda mais quando seu irmão Matheus faz um ritual à Deusa em prol de ajudar sua irmã.

O segundo livro é ainda mais místico e menciona inclusive outras religiões místicas e seus deuses, fazendo-nos lembrar mesmo que "vagamente" os livros espiritas.

Ver o irmão de Daniele tornar-se "adulto" é a coisa mais emocionante, ainda mais pela forma que se sucedeu, apesar de que eu já achava ele bem maturo pra idade dele.

"Eu... tentei, Antônio.... falou em soluços..."

E realmente ele tentou lutar até o que poderia ter sido o "fim" da batalha, mas sinto que o terceiro livro tem muito mais coisas a acontecerem.
O que importa é que mesmo em meio a tanta tristeza, Daniele estava ciente de que tudo na vida tem um motivo pra acontecer.

"... Essa dor sempre estará com você... mas há um caminho à frente e tu deves seguir..."

Deixo aqui minha satisfação de ter lido tão boa obra e mais ainda por ter podido conhecer a autora que a criou, só deixo um recado a ela... por favor mesmo deixando-nos tristes por algumas decisões, continue escrevendo... amo suas obras.

Chorei em alguns momentos, mas ri em muito mais.