Querida Sue - Jessica Brockmole


"Eles se corresponderam durante anos... E todas as cartas dele estavam lá. Desde a primeira, de 1912 - a carta de um fã, um impetuoso estudante universitário - até, a última de 1917: um bilhete rabiscado e sujo enviado de um campo de prisioneiros, que pôs fim ao relacionamento..."

Assim é a história de Sue (personagem principal) e Davey (personagem), iniciada a partir de uma carta de um leitor a uma autora poetisa, carta esta enviada à editora com o objetivo de talvez chegar à autora em meados de 1912-1919, tendo como cenário a Primeira Guerra Mundial.

"Estou enviando esta carta à sua editora em Londres e vou cruzar os dedos para que ela chegue até a senhorita...e, se algum dia eu puder recompensá-la por sua poesia inspiradora... é, só dizer..."



O que Davey não imaginava era que a partir de sua carta se envolveria com Sue de maneira tão intensa acabando por tornar-se não só um admirador de seus poemas mais admirador também de suas tantas palavras e atos. 

"Pode não ser poesia para você, mas nunca pensei nas suas cartas como nada menos que isto...[...] Não existe poesia em minha vida sem você"

E carta após carta, ambos vão revelando segredos, medos e gostos, de modo a conhecerem-se melhor.
Mesmo tendo muitas coisas em comum, como por exemplo a escrita tão cheia de detalhes, ambos descobriram em si, mais do que a escrita.

E como se não bastasse, no decorrer da narrativa, em meados da Segunda Guerra Mundial, aparece a Margareth (filha de Sue) pra mostrar que o amor tudo pode e tudo supera, mesmo diante à guerra.

Um livro escrito de maneira criativa e inusitada, que prende quem lê até a última carta trocada pelos personagens, mostrando o poder das palavras em todos os sentidos. No decorrer da leitura, imaginei ter encontrado um baú daqueles de tesouro, com várias cartas de amor, capazes de transportar o leitor para um lugar até então desconhecido.


Gostaria de agradecer ao amigo Ricardo F. pela indicação maravilhosa.

Entrevista já realizada com Ricardo: http://www.facesdeumacapa.com.br/2014/04/entrevista-ricardo-42-anos.html

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