[Resenhas] - A menina que roubava livros - Markus Zusak





Estou lendo Li o Livro supracitado acima e resolvi desenvolver algumas reflexões de acordo com meus conhecimentos, críticas e elogios à obra, ou melhor, à incrível e fascinante história de Liesel.
Como ainda estou lendo, vou de acordo com meu desempenho de leitura ir desenvolvendo algumas idéias e no final darei minha conclusão, para não perder minha linha de raciocínio e também porque cada dia é diferente do outro e, uma opinião pode mudar até o final da obra.






Comecemos pela frase;


“ às vezes eu chego cedo demais, Apresso-me, e algumas pessoas se agarram por mais tempo à vida do que seria esperável.”

Isso é verdade, porque a morte quando cedo demais faz com que as pessoas não tenham aproveitado o necessário da vida, e muitas vezes ainda não aprenderam que não devemos nos apegar a nada material pois, a morte é o começo de nossa vida espiritual, à qual pelo pouco conhecimento que tenho não sentiremos falta de nada que foi deixado aqui na terra, nem mesmo a fome, a vontade, seremos regidos por uma força espiritual muito maior que provém de Deus e do Espírito Santo.

O livro fala muito de METAS, quando expõem quais eram os objetivos de Liesel, e parando pra pensar ela se deu bem?

Pois bem, quantas vezes ao ano nós colocamos nossas metas no papel?

Quantas vezes falamos, vou fazer isso, aquilo e aquilo outro e no final não acabamos fazendo nada. Então, seja criativo, brinque com suas metas, estabeleça prazos, lute com garra e vontade para conseguir alcançá-la.

E assim obter êxito em suas conquistas e até mesmo nas derrotas, pois delas provém o que chamamos de bagagem de vida, pois uma pessoa que nunca tropeçou ou caiu, jamais saberá como levantar da queda, por isso agradeça todos os tombos levados na vida, pois foram eles os culpados de você estar onde está hoje.

Há uma parte em que Liesel a personagem principal apanha de sua madrasta apenas pelo fato de ter usado parte de seu dinheiro para postar uma carta à sua mãe verdadeira, apanha de tal maneira que fica cheia de hematomas no corpo frágil.

E atualmente os pais agem dessa maneira apenas por falta de paciência, só que não avaliam que com esse comportamento, só estão fazendo seus filhos crescerem revoltados, será mesmo necessário “bater para repreender”?

Acredito que punição não condiz com surra bem dada e sim com “castigos” que façam a criança refletir seus atos antes de cometê-los.

Pois assim como disse Içami Tiba em seu livro "Quem ama educa".

Já o padrasto dela, usa uma técnica magnífica para lhe ensinar a ler, que com certeza se pais e educadores tivessem ao menos um terço da habilidade dele, muitas crianças aprenderiam não só a ler, mais também a terem um apreço pela leitura, tornando-a mais prazerosa e não algo obrigatório.

Uma dessas técnicas é a utilização da música como interação, de modo a facilitar o entendimento daquilo que está sendo lido.

Já um pouco mais adiante falando da morte, vejamos o trecho a seguir:

“ ...Eu não carrego gadanha nem foice

Só uso um manto preto com capuz quando faz frio.

E não tenho aquela feições de caveira que vocês parecem gostar de me atribuir à distância.

Quer saber minha verdadeira aparência?

Eu o ajudo. Procure um espelho enquanto eu continuo....”.

Pois é infelizmente quando se fala de morte, acabamos por nos iludir com aquela imagem de caveira, toda vestida de preto e um cajado....e ela vem de vária maneiras, nem sempre da maneira como esperamos ou tememos.

Assim como no trecho, a morte é um espelho daquilo que cada um faz aqui em sua existência na terra.

Mais só descobrimos como ela é mesmo quando ela acontece, para uns é ruim, para outros boa, mais ela sim é a única certeza de nossas vidas.

Indo um pouco mais além...Na parte em que ele conta sobre a história “A Sacudidora de Palavras”...

“ ...Liesel: risquei esta história e achei que você já estava crescida demais para esse tipo de conto, mais pode ser que ninguém esteja.
Pensei em você, nos seus livros e palavras , e esta história estranha me veio a cabeça. Espero que você encontre alguma coisa boa nela...”

Pois somos nós os seres humanos que sempre nos achamos adultos demais, para isso, adulto demais pra aquilo.

E perdemos grandes coisas na vida por isso, nos esquivando de coisas prazerosas para impor nossa imagem de adulto para essa sociedade tão preconceituosa e que está sempre nos ditando regras mesmo que entrelinhas.

Será que viver significa imaturidade.

Não viver significa ser feliz, aproveitar as pequenas coisas da vida de forma a olhar pra traz sem nenhum tipo de arrependimento.

É sorrir, com o palhaço, é brincar na roda gigante, é pular corda, jogar amarelinha, nos lambuzar com um chocolate...

É voltar no tempo com as coisas que nos fazem ser feliz, de modo a mostrar que ninguém é tão velho que não possa sentir os mesmos prazeres da infância.

E além do mais quando tratamos de algo tão intenso como a leitura, não podemos falar que uma histórias é muito infantil para alguém, pois a leitura é algo imprescindível, já que ao lermos um livro hoje temos uma visão, lendo-o novamente depois de dez anos já temos uma visão completamente diferente, isso porque nós crescemos, amadurecemos, adquirimos conhecimentos e informações dia a dia, e cada dia somos diferente do dia que passou, e os livros também são assim, você pode ler ele 200 vezes, cada vez será diferente da outra.


Vejamos um único trecho da Sacudidora de Palavras analisando-os....

" Era uma vez um homenzinho estranho, que decidiu três detalhes importantes sobre sua vida:

1. Ele repartiria o cabelo ao contrário de todas as outras pessoas;
2. Criaria pra si mesmo um bigode pequeno e esquisito;
3. Um dia ele dominaria o mundo."

Pois ai eu me pergunto, quantas são as pessoas que decidem coisas na vida sem se influenciar nos outros.


Sem pensar o que os outros vão dizer...

Aliás, quantas são as pessoas que planejam, que sonham e vão até o fim com seus sonhos...

Nesse trecho já dá pra saber mais ou menos como será o resto da história...


Para quem leu essa obra maravilhosa, aguardo comentários, e para quem não leu, deixo aqui uma dica de leitura que você não se arrependerá.

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